Ensino secundário e superior: 92% dos docentes dizem que os alunos não cumprem distância social

Cerca de 92% dos docentes do ensino secundário e superior dizem que os alunos não cumprem a devida distância social, dentro e fora das salas de aula. Esta é uma das conclusões da consulta promovida pela Federação Nacional da Educação (FNE), para conhecer as condições em que decorreu o regresso ao ensino presencial nesses dois níveis de ensino.

Segundo a pesquisa, 28,9% dos professores do secundário e superior afirmam não se sentir em segurança no regresso às escolas. Esta insegurança deve-se à falta de cumprimento das regras de segurança sanitárias, com 51,8% dos docentes do ensino secundário e 30% dos docentes do ensino superior a referirem que estas não são cumpridas.

Entre as medidas não cumpridas, destacam-se 91,8% dos docentes que mencionam o distanciamento físico, dentro e fora das salas de aula, 48,1% a não utilização de máscara fora da sala de aula e 36,4% assinalam a falta de higienização das mãos. A este nível, há quem assinale que os maiores problemas surgem fora das instituições de ensino, quando os estudantes se juntam em cafés e esplanadas, sem o menor distanciamento. Outra referência comum vai para a partilha de material e até de alimentos e de bebidas.

Uma outra linha de análise do estudo prende-se com a vacinação, havendo uma elevada percentagem de docentes do ensino superior (26,4%) que respondeu não ter sido vacinada, por não estar abrangida pela prioridade de vacinação. “Para a FNE, é essencial que seja cumprida, o mais rapidamente possível, a plena vacinação de todos os trabalhadores da educação, considerando que é irresponsável adiar, por mais tempo, a vacinação de docentes e não docentes do ensino superior”, ressalva o organismo.

Questionados sobre as três maiores preocupações com a atividade profissional, 54,8% referem o excesso de trabalho, logo a seguir à saúde mental e o bem-estar (58,7%). Analisando as razões invocadas para esta preocupação, assinala-se a necessidade de que os professores tenham mais tempo para se dedicar à prática letiva, “em vez de serem bombardeados com emails e solicitações burocráticas, permitindo que se possam centrar na recuperação das aprendizagens dos alunos sem serem massacrados”.

Para além disso, na apreciação do sentimento dos docentes com o seu regresso à atividade letiva presencial, 30% dizem que melhorou (tinham sido 25,4% entre os docentes dos 2º e 3º ciclos do ensino básico), e só 18,1% referem que piorou (tinham sido 20% entre os docentes dos 2º e 3ºciclos do ensino básico).

Quanto ao bem-estar emocional dos alunos, 49,5% afirmam que melhorou com o regresso ao ensino presencial (50,9% para os docentes dos 2º e 3º ciclos e 58% para os educadores de infância e professores do 1º ciclo). Entretanto, 12,1% notam que esse bem-estar piorou (13,9% para os 2º e 3º ciclos e 7,3% nos educadores de infância e professores do 1º ciclo).

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