Ensaio VW T-ROC R-Line: o Português competente e divertido

Por Jorge Farromba

Aquando da apresentação do T-ROC na Autoeuropa apercebi-me de vários fatores exógenos e endógenos sobre este modelo.

Temos de facto uma fábrica em Portugal que é um caso de sucesso – e a prova disso é que mantém a confiança do grupo VW – seja em produtividade, qualidade e capacidade.

Temos competência e know-how para produzir automóveis. Por outro lado, temos um produto que é produzido em Portugal e que, principalmente nesta geração se tornou mais atraente, “mais sexy”, mais adaptado à realidade do mercado.

E vi isso na apresentação da SIVA, da VW e a Autoeuropa. Foi fácil perceber porque foi necessário alterar o T-ROC e quais os itens a alterar. Foi gratificante constatar algo que, em Marketing e Comunicação nos focamos – a criação da PERSONA – ou, dito de outro modo, do nosso público-alvo. E, neste T-ROC ficaram claras essas personas. E, com base nelas criaram este produto.

E o que muda?

Visualmente tornou-se mais atrativo, mais clean, mais prático.

A frente possui alterações face à geração anterior no desenho mais esguio dos faróis dianteiros, na grelha com um friso luminoso, nos faróis suplementares, agora em posição vertical, na pintura bicolor e, na traseira, numa moldura mais clean e com indicadores dinâmicos de direção

O interior possui, um tablier que, na fábrica é montado na integra, pois já chega montado e personalizado para o condutor final. No topo possui plásticos moles e nos restantes, plásticos rijos mas onde qualidade de construção e dos materiais é de bom nível. Nas portas laterais o slush (materiais moles) perceciona-nos para uma classe superior.

Sentarmo-nos no T-ROC, mesmo sendo um SUV é muito fácil – a questão prática que me referi. Parece “talhado” para cada perfil de condutor. Os bancos confortáveis e envolventes (melhoria da ergonomia face ao modelo anterior) com um tecido que nas laterais imita alcântara “casam” muito bem com os pedais e o volante e, nem sequer são precisos grandes exercícios para nos sentirmos integrados no T ROC. O espaço interior é bom e a capacidade da bagageira idem.

O posicionamento do ecrã central é, face ao modelo anterior mais elevado, sendo, tal como o painel de instrumentos totalmente digital.

E, na estrada?

Este é certamente um trunfo do T-ROC. É simples e ágil de guiar. Com a caixa automática e as patilhas no volante ainda mais sentimos isso.

A condução é necessariamente alta e faz-se de um modo simples, rápido e eficiente. É detentor de uma usabilidade e facilidade de condução que nos permite no primeiro contacto com o mesmo, nem precisar de adaptação. Torna-se intuitivo. E isso é de grande valor numa marca. Além disso, mesmo com JLL maiores, a competência e rigor em curva mantém-se e é preciso muito para o destabilizar. Porventura gostava de ter uma direção mais pesada, mas esse é um detalhe muito pessoal.

De resto, o conforto marca presença e tal nota-se principalmente nas ruas e no empedrado de Lisboa, local onde também deu para comprovar a ausência de ruídos parasitas.

Num modelo estética e conceptualmente bem conseguido o T-Roc revela-se competente e com muitas qualidades. Pelo facto de ter o kit R-line, torna-o ainda mais apelativo esteticamente. Quanto à disponibilidade do motor com 150CV é mais que suficiente para o dia a dia, demonstrando o mesmo muito vigor e competência que, aliado à caixa DSG e às patilhas nos permitem algumas investidas mais desportivas em cidade e fora dela.

Preço final da versão ensaiada 1.500cm3, 150cv 37.000€ (a partir de 28.000€ para a versão 1.0)

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