Ensaio Hyundai Santa Fe 202CV

Por Jorge KM Farromba

SANTA FE 2.2d 8DCT Vanguard + Luxury Pack MY21 202CV

Quando me iniciei nos ensaios automóveis, no longínquo ano de 2006 – já passaram 15 anos? – o primeiro ensaio que efetuei foi com um Santa Fé. E, talvez por ter sido o primeiro ensaio, esse registo mantém-se na nossa memória e, talvez por isso, também acompanho, diria que, mais em detalhe a evolução deste SUV.

E, ao longo dos anos, tenho notado uma enorme evolução em cada nova geração, fruto da natural evolução do mercado e da tecnologia.
Mas se me confinar (aos dias de hoje, não é uma palavra agradável) à ultima geração, já de si muito evoluída, nota-se para a atual um upgrade enorme.

E esta evolução nota-se ao nível da estética, do chassis, do comportamento, da qualidade e da tecnologia empregue.

A estética
Hoje bem mais “germânica” fruto de um posicionamento assumido pela marca, de forma a intrometer-se neste mercado. Linhas mais direitas, mais minimalistas e sobretudo maior elegância no conjunto final, a par de uma sensação de maior robustez.

Chassis e Comportamento
Outrora, fruto do seu centro de gravidade elevado e das jantes de grandes dimensões o chassis era mais permissivo e o comportamento menos acutilante. Hoje, mantendo dimensões elevadas (nalgumas estradas nacionais e artérias citadinas exige cuidados redobrados nos cálculos), o chassis é mais robusto e o comportamento muito eficaz

Qualidade e tecnologia
Sempre considerei a Hyundai como uma das marcas que mais evoluiu neste patamar e, no presente caso, a qualidade dos materiais está num patamar superior (o forro do teto é de uma elegância e suavidade ao toque, superior a muitos sofás). Torna-se difícil encontrar plásticos rijos (sim, nas portas está um que podia ser evitado, mas é o único!) . A par disso, o rigor da montagem é elevadíssimo e o cuidado nos detalhes.

Sem dúvida os patamares onde o Santa Fé mais evoluiu! O desenho do interior é muito apelativo com uma grande consola central ao melhor estilo Volvo e Mercedes, com uma usabilidade muito bem conseguida, com aplicações em pele por todo o habitáculo, com uns bancos confortáveis e extensíveis ao nível das pernas (com aquecimento, arrefecimento) e uma posição de condução muito boa e naturalmente elevada. Em termos de espaço interior, ao nível do Volvo XC90 (grande e mais que suficiente…..)

Em termos tecnológicos, a marca evoluiu imenso face à anterior geração e criou uma nova usabilidade – que reconheço ser muito intuitiva.

Além dos muitos sistemas de segurança (radar, ativo, transposição faixa rodagem, angulo morto….) sempre que acionamos os piscas, um dos mostradores do painel de instrumentos (velocidade ou do conta-rotações) desliga-se e liga no seu interior uma câmara para vermos nesse ângulo se existisse um obstáculo. O modo intuitivo como acionamos o som (muito bom neste modelo), como mudamos de estilo de condução (do ECO, Sport, Smart e Confort) ou dos 4 botões (P;N; D; R) da caixa automática de 8 velocidades – muito eficaz, ou do botão para aceder à terceira fila do banco traseiro. Houve de facto um enorme upgrade face à anterior versão.

Um detalhe foi a existência do Remote Park Assist que permite estacionar em modo reto o Hyunda Santa Fé

Por fim, referir a disponibilidade do motor. Ter 202 cv – mesmo com muito peso e não os poder explorar – face às limitações de velocidade impostas – é sempre difícil. Quase mais valia limitar os modelos a 150km/hora. Mas o Santa Fé responde com enorme celeridade – principalmente no arranque e permite velocidades de cruzeiro – se pudéssemos! – bem elevadas. Em termos de consumo conseguimos médias de 7.6 a 7.8 em estrada a 8.6 (misto estrada cidade), tudo isto para um preço final nesta versão de topo de que ronda os 61.000€.

 

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