Ensaio. Dacia Duster DCI: nova remodelação tornou o modelo prático, jovial e apetecível

Por Jorge Farromba

Ao longo dos meus ensaios vou tendo oportunidade de testar todo o tipo de viaturas, de todos os segmentos e com todas as características. Torna-se curioso que, como por vezes refiro, não sei se é fruto da idade, dos muitos automóveis que ensaio, mas cada vez mais dou primazia a questões práticas, à usabilidade, ao ‘user experience’.

Também, ao dia de hoje deixa de ser habitual ter ao dispor viaturas a diesel como este DCI da Dacia.

Mas é curiosamente uma marca muito interessante não só ao nível comercial – porque soube encontrar o seu nicho de mercado – como soube esteticamente criar um conceito diferente e que no Duster se exponencia, pois o seu desenho é atrativo e cativante; como soube, através de soluções simples criar um produto apetecível, a partir de propostas do grupo Renault onde se insere.

Assim, a nova remodelação do Duster, seja nos grupos óticos dianteiros e traseiros em LED e com novas formas, trouxeram-lhe uma elegância, jovialidade e atualidade muito interessante. As JLL em negro, a par dos vários contrastes desta cor com a carroçaria, emprestam ao modelo essa distinção.

Depois o interior. Possui novos bancos, novos materiais herdados do grupo, uma maior ergonomia dos bancos e do volante (regulável), dos vários espaços para arrumação. Não tem plásticos moles em lado nenhum. Alguma ergonomia de alguns botões pode não ser a mais correta mas são funcionalidades secundárias. No essencial, todas as funcionalidades que interessam estão no local correto e funcionam do modo que se pretende. Mais: são simples e práticas. E isso adoro.

O Dacia é daqueles automóveis que entramos e nos sentimos acomodados nele. É prático, simples e utilizável. Não precisamos de aprender nada pois facilmente ele nos guia até lá. É prático, pois este tem um comportamento correto tanto do seu motor (com uma faixa de utilização enorme) como da caixa de velocidades que se enaltece. Os consumos por vezes atingem os 5.9l. Por norma 5.3l, o que nos deu uma autonomia de 890 quilómetros.

Em estrada, sendo um SUV temos uma posição de condução bem mais alta, o DACIA curva bem, tem um comportamento preciso (a direção elétrica é mais comunicativa), uns travões muito interessantes e um binário que nos ajuda a calcorrear o país somente com um depósito de combustível.

Depois, é prático. É aquela simplicidade que procuro ter num automóvel onde não tenho de me preocupar com nada. Nas férias, gostamos de nos vestir despreocupadamente, não ter horários, fugir da rotina, ser livres. O Dacia, comparativamente, é igual.

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