Ensaio. Audi Q4 e-tron 40: a interpretação elétrica da Audi

Por Jorge Farromba

O Audi Q4 e-tron surge no mercado em duas versões – berlina e Sportback – ambos para o mesmo segmento mas com públicos distintos.

Desenhado sobre a mesma plataforma MEB que serve o ID4, Skoda Enyaq e o Cupra Born, o Q4 é a interpretação estilística da marca neste segmento SUV dos elétricos.

Em termos de desenho exterior mantém-se próximo do ID4 mas com detalhes que o aproximam da família Audi, onde o target aponta para o segmento mais premium. Tal como é apanágio da marca, nas laterais encontramos mais chapa do que vidro, o que visualmente transmite uma maior robustez. Como qualquer SUV apresenta uma altura ao solo maior e que, no Audi apresenta umas proteções plásticas nas cavas das rodas e por baixo das portas.

Já o interior do Q4 não segue o minimalismo do ID4 – mas mantém a habitabilidade – nem o classicismo do Skoda ou a desportividade do Born (curiosamente todas as interpretações muito interessantes e que se enquadram no ADN de cada modelo) mas, referia, possui um interior de grande qualidade, com muitos (quase todos) plásticos moles, com variadas formas estilísticas com um toque mais premium.

No Q4 surge uma consola estilizada (flutuante) com bastantes espaços de arrumação, onde na parte superior possui os comandos do sistema de som e da alavanca da caixa. O ecrã central apresenta-se intuitivo e, neste modelo, os botões da climatização são mecânicos.

E, em estrada?

Aqui, as diferenças face aos seus primos são algumas. É mais reativo e incisivo que o VW mas menos desportivo que o Cupra. Trata-se do compromisso da marca com o seu target e no segmento que quer concorrer. Um modelo confortável (alemão) com uma interessante resposta dos seus 204Cv e com duas possibilidades de condução (modo normal – D – ou B para maior regeneração).

Em termos de autonomia, saí de Lisboa para efetuar 300kms, considerando somente AE com grandes desníveis. Ao fim de 150kms tinha perto de 60% de autonomia pelo que perfeitamente poderia chegar ao destino. Por salvaguarda, a meio do percurso efetuei uma pequena carga – 20 minutos, que me permitiu tomar um café e responder a uns mails. Tudo isto num posto de carregamento rápido. Donde, a autonomia será sempre superior a 300km neste Q4 40 até um máximo de 380/400. E, esta indefinição tem muito que ver com as condições do ensaio: tipo de estrada, com maiores ou menores desníveis; velocidade utilizada, tipo de condução, temperatura. Mas não senti angústia de ficar sem carga em momento algum.

Do Q4, recordo também os excelentes bancos que me acomodaram ao longo de todo o ensaio, o que, a par do visual S-Line, mais desportivo evidenciaram um modelo com potencial comercial, ainda por cima, porque esta plataforma permite ter um SUV com baixo centro de gravidade (vantagens no comportamento), devido ao posicionamento das baterias no piso plano do Q4. Algo que surpreende também nesta plataforma é a brecagem do modelo, tal o raio de viragem que permite.

Preço final: 52.000 euros.

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