Enfermeiros pedem melhores condições de trabalho. Cerca de 700 profissionais entregam abaixo-assinado contra “a intolerável injustiça” a que são sujeitos

Uma delegação da Direção Regional de Lisboa do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses(SEP), entrega esta sexta-feira ao Conselho de Administração (CA) do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Central (CHULC) um abaixo-assinado com cerca de 700 assinaturas dos enfermeiros da instituição.

No documento, a que a Mutinews teve acesso, “os enfermeiros do CHULC exigem a justa contagem de pontos para efeitos de progressão a todos os enfermeiros, independentemente do vínculo, ajustes a nível salarial e mudança de categoria ou transição na carreira, como contributo na resolução das injustiças e valorização efetiva”, para combater “a intolerável injustiça”.

Em declarações ao nosso site, a coordenadora da direção regional de Lisboa do SEP, Isabel Barbosa, explicou que o objetivo da ação “é reclamar os pontos para efeitos de progressão que são devidos aos enfermeiros”.

“Os enfermeiros foram posicionados na primeira posição da grelha salarial da carreira (a mais baixa), entre 2011 e 2013”, refere. “Como consideraram o aumento salarial, então os pontos para efeitos de progressão são apontados apenas a partir daí, o que significa que desde 2004 até 2013 esses anos de serviço foram eliminados”, explica.

Para além disso, a responsável denuncia ainda que “os contratos individuais de trabalho não são considerados para efeitos de progressão e temos enfermeiros com 20 anos de carreira na primeira posição remuneratória, ou seja, ganham o mesmo que um enfermeiro que acaba de sair da escola”, lamenta.

“Há também enfermeiros especialistas que por terem transitado para essa categoria tiveram uma eliminação dos pontos para efeitos de progressão (são necessários 10 pontos para progredir)”, o mesmo acontece com enfermeiros chefes, quando transitaram para essa categoria.

A última situação que motivou a entrega do documento, foi o facto de que “os enfermeiros que foram posicionados entre 2011 e 2013 finalmente tinham os pontos necessários para progredir, o CHULC fez essa progressão, mas eliminou o excedente, ou seja, são mais anos de serviço que foram eliminados e os enfermeiros sentem-se altamente injustiçados”, conclui.

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