Encher o depósito do carro ficou 5 euros mais caro em apenas quatro semanas

Encher o depósito do carro é um luxo cada vez mais caro. Desde o início do ano, a gasolina simples já subiu sete cêntimos por litro e o gasóleo simples valorizou nove, segundo dados da Direção Geral de Energia e Geologia (DGEG).

Os mesmos dados mostram que o preço médio do litro da gasolina simples em Portugal está atualmente nos 1,736 euros, enquanto o gasóleo vale 1,591 euros – ambos os valores estão em máximos de novembro de 2021.

Isto quer dizer que se está a pensar viajar e quiser atestar o depósito (60 litros) para ir até ao Algarve, por exemplo, vai pagar 95,4 euros; há quatro semanas, a mesma viagem custava pouco mais de 90 euros, ou seja, ficava cinco euros e qualquer coisa mais barata.

Num carro a gasolina, a fatura é maior: 60 litros deste combustível custa atualmente 104 euros; na última semana de dezembro a conta era de cerca de 99 euros, menos cinco euros.

Se recuarmos um ano, os aumentos são ainda mais expressivos. Encher o depósito do carro está 16 euros mais caro do que em janeiro de 2021. Quer isto dizer que, um consumidor que ateste o depósito todas as semanas está a pagar 65 euros a mais no final do mês.

E vão continuar a subir?

É a pergunta para um milhão de euros. Mas ao que tudo indica está formada a tempestade perfeita para que os preços continuem a sua escalada. Não só pela expetativa de um forte aumento dos preços do petróleo como também dos impostos.

Segundo os analistas, o preço do petróleo vai continuar a subir, impulsionado por perturbações na oferta, tensões geopolíticas e o aumento da procura. Os peritos admitem mesmo que o valor da matéria prima ultrapasse a barreira dos 90/100 dólares por barril este ano.

No que diz respeito aos impostos, os condutores devem contar com o fim do desconto temporário de até dois cêntimos por litro no imposto sobre os combustíveis (ISP), e com o fim do congelamento da atualização da taxa de carbono, que deverá resultar num aumento de mais cinco cêntimos por litro nos preços da gasolina e do gasóleo.

Os últimos dados publicados pela Apetro (associação que representa as empresas petrolíferas em Portugal), uma terça parte do preço de venda ao público dos combustíveis resulta da sua cotação internacional, enquanto mais de metade (até 60%) são impostos. Há ainda a ressalvar os custos da incorporação dos biocombustíveis e da logística de distribuição.

 

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