Elevado número de infeções por Covid-19 obriga “task force” de vacinação a alterar plano para dose de reforço

A ‘task force’ para a vacinação teve de alterar os planos para a dose de reforço devido ao elevado número de infeções pela Covid-19 e só daqui a cinco ou seis meses deverá ficar concluído, segundo revelou esta segunda-feira o coordenador Penha Gonçalves, em entrevista à ‘Renascença’.

“O plano que temos neste momento está a ser modificado, porque está a haver um grande número de infeções e isso atira a vacinação de reforço das pessoas que estão infetadas para daqui a cinco meses”, avançou. “Portanto, na verdade, vamos ter duas vagas de reforço”, acrescentou, dizendo que a atual (primeira) deverá terminar “a meio de março”.

Nessa altura, estarão vacinadas “todas as pessoas elegíveis, que são aquelas que já fizeram vacinação primária há tempo suficiente para fazerem agora a vacinação de reforço e também aquelas pessoas que não foram infetadas e por isso podem ser vacinadas”. As que forem infetadas “durante este período, vão ter de esperar para que o reforço seja dado mais tarde”, diz Carlos Penha Gonçalves, negando que o processo esteja a ser mais lento do que o plano inicial.

“Temos estudos comparativos da percentagem que estamos a cobrir e realmente não está mais lento. Pode haver essa perceção mas não há uma lentidão em relação ao início do processo”, começou por dizer, lembrando que “a primeira fase da vacinação começou em dezembro e acabou em setembro: demorou 10 meses”. “O facto de termos um pico de infeção muito grande faz com que os reforços tenham de ser adiados”, insistiu.

“Temos, neste momento, acima dos 60 anos, 85% da população vacinada. E fizemos um esforço muito grande, porque é aquela fração da população que mais pressão faz sobre o sistema hospitalar”, sustentou. “Mas posso dizer que, por exemplo, no caso das crianças que vacinámos dos 5 aos 11 anos, com a primeira dose, tivemos mais de 50% e é uma das maiores taxas da Europa. Portanto, não me parece que realmente esteja a haver uma hesitação vacinal”, sublinhou.

E uma quarta dose, está prevista? “Ainda não há qualquer indicação das autoridades de saúde que haja uma quarta dose, mas o que nós temos já montado é um sistema que facilmente poderá responder a esse desafio”, garantiu o responsável.

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