Eduardo Cabrita: “Quem cá trabalha tem os mesmos direitos dos portugueses em França”

O ministro da administração interna, Eduardo Cabrita, garantiu esta terça-feira que o Governo está atento às condições laborais e de vida dos migrantes em Odemira, fazendo de tudo para que quem trabalhe no nosso país, tenha os mesmos direitos do que os portugueses que exercem funções em outros locais da Europa.

“Eu quero que quem em Portugal trabalha, vindo de outros países, o faça com os mesmos direitos que têm os portugueses quando trabalham na Suíça, na Holanda, ou em França”, disse em declarações aos jornalistas, no final de uma reunião da ‘task force’ do concelho de Odemira, criada pelo Governo para operacionalizar e implementar ações de controlo e prevenção.

Eduardo Cabrita adiantou ainda que “há sobretudo uma dimensão global”, em que é “positiva a presença de trabalhadores estrangeiros a residir em Portugal, que têm funções semelhantes àquelas que os portugueses em tantas gerações tiveram em tantos locais do mundo”.

Apesar disso, o governante reiterou que agora a prioridade atual é a saúde pública e o controlo da pandemia, numa altura em que o município apresenta vários casos de trabalhadores imigrantes infetados com Covid-19, razão pela qual foi decretada cerca sanitária em duas freguesias.  “A prioridade de todos nós, neste momento, é saúde pública”, disse ressalvando que não está com isto “a desvalorizar o contributo importante dos migrantes para a economia e para a sociedade portuguesas”.

“São dois temas que convém separar para que possamos tratar bem os dois e não tratar mal nenhum”, afirmou referindo-se à imigração em Portugal, mas também à situação pandémica que atualmente se verifica em Odemira, por conta deste grupo de trabalhadores, que na sua maioria laboram em zonas agrícolas.

Questionado pelos jornalistas sobre problemas que enfrentam os imigrantes que vêm trabalhar na agricultura no Alentejo, não apenas em Odemira, mas também em outros concelhos da região, nomeadamente nas campanhas da apanha da azeitona na zona de Beja, o governante defendeu que “o essencial é que existam medidas preventivas”.

“O Ministério da Administração Interna tem um Contrato Local de Segurança em Serpa, que tem a ver com o olival intensivo, que integra todas as entidades em articulação com a câmara municipal” e que “já foi criado há alguns anos”, exemplificou.

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