Dos 40 graus negativos aos 60 positivos: Pode o corpo humano sobreviver às temperaturas extremas fruto das alterações climáticas?

Um centro de pesquisa italiano está a testar a forma como organismos e objetos reagem em condições climáticas extremas, cada vez mais comuns devido às alterações climáticas, avança o ‘Euronews’.

A instalação é capaz de gerar climas e temperaturas extremas de -40 graus Celsius até 60 graus, que podem ser usados ​​para prever a forma como as mudanças climáticas estão a afetar o mundo natural.

A equipa de investigação faz parte do Centro de Pesquisa Eurac, situado no parque tecnológico NOI em Bolzano, Itália. Lá, as condições climáticas são controladas por tecnologia, desde tempestades de neve a ondas de calor seco, tudo pode ser reproduzido artificialmente.

“Nessas salas podemos reproduzir de forma sistémica e replicável ambientes com temperaturas extremamente baixas […]. E em termos de altitude podemos subir até nove mil metros”, explica Christian Steurer, que dirige o Centro, citado pelo ‘Euronews’.

O responsável adianta que a equipa consegue “combinar o vento, a neve, a chuva e todas essas condições para criar um ambiente extremo onde podemos analisar questões que merecem a nossa atenção”.

Neste projeto, os investigadores estão a estudar a forma como as mudanças na espessura do sangue aumentam a sua capacidade de transportar oxigénio quando os humanos ascendem a grandes altitudes e experienciam temperaturas extremas.

“Fizemos alguns testes de degelo em máquinas grandes. São cabines cobertas de gelo, onde as pessoas têm que entrar, descongelamos em ambiente frio e testamos para entender a rapidez com que o vidro dessa cabine descongela”, disse Steurer. “Os resultados foram excelentes também e pudemos demonstrar que este vidro tem um ótimo desempenho”, acrescentou.

Tudo isso é registado pelos sistemas de câmaras de vídeo, que oferecem dados claros à empresa. O responsável espera que os dados recolhidos ajudem os humanos a aprender como cuidar melhor do mundo natural.

A Eurac Research tem mais de 400 investigadores a trabalhar em questões que afetam diretamente a vida das pessoas. Compreender os impactos das mudanças climáticas é provavelmente a questão mais importante de todas, defendem.

“Podemos pelo menos contribuir para salvar o planeta. É verdade que estamos atrasados, mas não acho que seja tarde demais, mas é melhor acelerarmos totalmente”, concluiu.

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