Desastres naturais em 2021 causaram perdas às seguradoras de 92,85 mil milhões de euros, aponta relatório

Os desastres naturais ao longo de 2021 causaram no mundo perdas cobertas pelos seguros de 92,85 mil milhões de euros, o quarto valor mais alto do último meio século, segundo revelou esta terça-feira um relatório da companhia de seguros suíça Swiss Re. As perdas representam um aumento de 17% em relação a 2020 e são também superiores à média dos últimos 10 anos – 68,09 milhões de euros -, de acordo com o documento.

O furacão ‘Ida’, que causou inundações em diversas zonas dos Estados Unidos, foi o desastre natural que mais perdas asseguradas causou, segundo os cálculos da companhia (28,3 mil milhões de euros), seguida da tempestade ‘Uri’ que, igualmente no território americano, provocou perdas, no início do ano, avaliadas em 13,26 mil milhões de euros.

Outros desastres naturais com grandes perdas foram as inundações de julho no centro da Europa (11,5 mil milhões de euros assegurados, embora se aponte que o valor total de perdas ronde os 35,27 milhões, devido à falta de cobertura para inundações em muitas das nações afetadas). A Swiss Re destacou que essas inundações na Europa foram o desastre que causou mais perdas cobertas por seguros no continente desde 1970.

As perdas asseguradas desde 1970 refletem um clara progressão, embora haja três anos anteriores que ultrapassaram 2021 devido a circunstâncias excecionais: 2005 (o ano do furacão Katrina), 2011 (marcado pelo terramoto e tsunami no Japão) e 2017, com os furacões Harvey, Inma e Maria em solo americano.



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