Covid-19: Vírus sofre mutações em todo o mundo. OMS está a monitorizar 10 variantes

A Organização Mundial da Saúde (OMS) está a acompanhar de perto 10 variantes do coronavírus “de interesse” ou “de preocupação” em todo o mundo, incluindo duas que foram detetadas pela primeira vez nos EUA e uma variante triplo-mutante que está a causar estragos na Índia, sendo potenciais ameaças à saúde pública global, avança a ‘CNBC’.

Todos os dias surgem novas estirpes de Covid-19, à medida que o vírus continua a sofrer mutações, mas apenas algumas compõem a lista oficial da OMS, sendo classificadas como “variantes de interesse” ou a designação mais grave “variantes de preocupação”, que geralmente são associadas a estirpes mais contagiosas, mais mortais e mais resistentes às vacinas e tratamentos.

A organização classificou três estirpes como variantes preocupantes: B.1.1.7, que foi detetada pela primeira vez no Reino Unido e é a mais prevalente atualmente em Portugal; B.1.351, detetada pela primeira vez na África do Sul, e a variante P.1, detetada pela primeira vez no Brasil. Por sua vez, como variante de interesse, o organismo apontou a B.1617, ou estirpe triplo-mutante, identificada pela primeira vez na Índia.

Outras variantes classificadas pela OMS como sendo de interesse incluem a B.1525, que foi detetada pela primeira vez no Reino Unido e na Nigéria; B.1427 detetada pela primeira vez nos EUA; P.2, detetada pela primeira vez no Brasil; P.3, detetada pela primeira vez no Japão e nas Filipinas; S477N, detetada pela primeira vez nos EUA, e B.1.616, detetada pela primeira vez em França.

Ainda assim, a líder técnica da OMS para a Covid-19, Maria Van Kerkhove, disse que são necessários mais estudos para compreender completamente o significado destas mutações. “Na verdade, há uma série de variantes que estão a ser detetadas em todo o mundo, e temos de as avaliar adequadamente”. “Há novas variantes a cada dia, mas nem todas são importantes”, ressalvou a especialista.

Van Kerkhove disse que as classificações são determinadas, pelo menos em parte, por capacidades de sequenciamento, que variam conforme o país. “É muito irregular até agora”, disse adiantando que a agência também está à procura de epidemiologistas locais, para serem uma extensão dos “olhos e ouvidos” da OMS, de forma a entender melhor a situação no local e identificar outras variantes potencialmente perigosas.

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