Covid-19: Vacinação de menores de 18 anos “vai concentrar-se aos fins de semana”, diz Gouveia e Melo

O coordenador da task-force de vacinação contra a Covid-19, o vice-almirante Henrique Gouveia e Melo, explicou que o processo de vacinação dos jovens abaixo dos 18 anos “vai concentrar-se aos fins de semana” e “em dois períodos” distintos.

Em entrevista ao programa ‘Jornal 2’ da RTP2, o responsável foi questionado sobre as declarações de ontem do primeiro-ministro António Costa, que davam conta de que entre 14 de agosto e 19 de setembro 570 mil jovens seriam vacinados e garantiu que será possível cumprir esse objetivo.

“Estão reunidas as condições para se poder fazer essa vacinação face aos planos que temos de entrega de vacinas que estão previstas chegar a território nacional”, afirmou o responsável.

Gouveia e Melo esclareceu ainda que “esse processo vai concentrar-se essencialmente aos fins de semana, para facilitar a vida dos pais e das crianças, e vai fazer-se em dois períodos: em agosto as primeiras doses e em setembro as segundas doses”.

Questionado sobre a forma de marcação do processo, o coordenador disse que o previsto é que “numa primeira fase, sejam os pais a agendar a vacinação dos seus jovens e das suas crianças”. Ainda assim ressalvou: “Se não conseguirmos através desse processo, chegar à esmagadora maioria dos jovens, teremos outras alternativas”.

Segundo o vice-almirante, este plano “não está dependente de um reforço de vacinas”, garantiu. “Nós prevemos que haja uma capacidade de vacinas para esse período – que coincide com primeiras doses – e serão essas primeiras doses que serão atribuídas à população jovem para a conseguir vacinar”, esclareceu.

Gouveia e Melo falou ainda sobre o autoagendamento para os maiores de 20 anos, dizendo que vai abrir “na próxima semana”. Contudo, ressalvou, “vão continuar sempre a existir listas de espera”.

Ainda assim, essa lista de espera, esclarece, “vai diminuindo todos os dias”. “Na segunda-feira passada eram cerca de 90 mil pessoas. Todas as semanas chegam vacinas, há uma quantidade de vacinas para primeiras doses, é como se fosse um comboio que tem um número de passageiros limite para ser transportado. Quando as pessoas entram no comboio e atingem esse limite, o autoagendamento tem de colocar em lista de espera para a próxima semana”, explicou.

O responsável sublinha que o plano “não está a sofrer atrasos, nós temos é ritmos diferentes em semanas diferentes”. “Há semanas em que conseguimos vacinar mais rapidamente com primeiras doses e, outras, porque estamos a dar muitas segundas doses, conseguimos vacinar menos com primeiras doses. E é isso que cria essas flutuações”, concluiu.

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