Covid-19: Um ano depois da chegada, variante Ómicron ainda está a causar surtos e preocupações entre os responsáveis de saúde

Um ano depois do ataque da Ómicron à humanidade, a variante mutante do coronavírus que se destaca pela sua constante mutação, fez aumentar a contagem de casos positivos da Covid-19 em muitos locais – entre os responsáveis de saúde dos Estados Unidos, o receio está agora nas consequências do Dia de Ação de Graças, na qual já está prevista uma nova onda de infeções em breve pelo país.

Nicholas Vasquez, médico de emergência da zona de Phoenix, apontou que o seu hospital admitiu um número crescente de pessoas com doenças crónicas e residentes de casa de repouso com a Covid-19 grave este mês. “Já faz um bom tempo que precisámos de enfermarias Covid”, precisou. “Está a fazer um claro regresso.”

Nos Estados Unidos, a média de novos casos da Covid-19 era de cerca de 39,3 mil por dia (dados de 3ª feira), muito menor do que o registado no inverno passado, mas uma subcontagem devido à redução de testes – foram hospitalizadas cerca de 28 mil pessoas diariamente e cerca de 340 morreram. Comparado com há duas semanas, aumentaram os casos positivos e mortes numa população em que um quinto não está vacinado, a maioria não recebeu doses de reforços recentes e muitos pararam de usar máscaras.

A variante Ómicron chegou aos Estados Unidos logo após o Dia de Ação de Graças de 2021, tendo causado a maior onda de casos da pandemia. Desde então, gerou uma extensa família de subvariantes: BQ.1, BQ.1.1 e BA.5 superaram os ‘concorrentes’ e tornaram-se mais eficazes a escapar da imunidade das vacinas e infeções anteriores.

Algumas comunidades americanas estão a ser atualmente particularmente atingidas – segundo dados dos responsáveis de saúde, os casos estão em alta em estados como Flórida, Arizona, Colorado e Novo México.

Os departamentos de emergência dos hospitais pediátricos e as clínicas de atendimento de urgência estão mais ocupados do que nunca, apontou Greg Martin, ex-presidente da Society of Critical Care Medicine, que atende principalmente no Grady Memorial Hospital, em Atlanta. “Este é um recorde em comparação com qualquer mês, qualquer semana, qualquer dia no passado”, disse.

Trevor Bedford, biólogo e especialista em genética do Fred Hutchinson Cancer Research Center, garantiu que pode chegar a um pico de cerca de 150 mil novos casos por dia, semelhante ao registado em julho último.

“A Covid-19 ainda é uma ameaça muito significativa, especialmente para os mais vulneráveis”, apontou Laolu Fayanju, da Oak Street Health, em Cleveland, especializada em cuidar de idosos. “As pessoas têm de continuar a pensar umas nas outras. Ainda não estamos completamente fora de perigo.”

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