Covid-19: Suíça coloca Portugal na lista de países de risco

A Suíça incluiu Portugal na lista de países onde circulam variantes de preocupação, por conta da nova Ómicron, anunciou o governo esta terça-feira. Isto significa que assim que chegarem ao país vindos de Portugal, os passageiros têm de cumprir algumas restrições.

Em primeiro lugar, todos os que têm mais de 16 anos passam a ter de apresentar um teste negativo à Covid-19, mesmo que estejam totalmente vacinados.

O Governo suíço exige ainda, para além do teste negativo o cumprimento obrigatório de um período de 10 dias de quarentena, que se aplica também a crianças.

Mas as regras não ficam por aqui. Depois de chegar à Suíça, quem vem de Portugal deve ainda fazer um teste rápido ou PCR à Covid-19, entre o quarto e sétimo dia.

Para além de Portugal, esta terça-feira mais países foram adicionados à lista suíça onde a variante Ómicron é considerada preocupante e estão sujeitos a restrições de entrada. É o caso de Angola, Austrália, Dinamarca, Zâmbia, Nigéria, Japão e Canadá.

Desde 27 de novembro que a Suíça já tinha alguns países nesta mesma lista: República Checa, Egito, Malawi, Holanda e Reino Unido. Hoje juntaram-se mais oito, Portugal incluído.

Um total de 33 casos da variante Ómicron foram até agora detetados na União Europeia e Espaço Económico Europeu (UE/EEE), segundo dados ontem divulgados pelo Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC).

Numa atualização epidemiológica publicada ao início da tarde, que tem por base dados facultados ao ECDC pelos Estados-membros da UE/EEE até às 12:30 (hora de Bruxelas, menos uma em Portugal), um total de “33 casos confirmados da variante de preocupação Ómicron foram comunicados por oito países”.

Além de Portugal, que já reporta 13 casos (quase metade), a nova variante do coronavírus SARS-CoV-2, que provoca a doença covid-19, foi detetada na Áustria, Bélgica, República Checa, Dinamarca, Alemanha, Itália e Holanda, adianta o ECDC, que cita “informações de fontes públicas”, como autoridades de saúde.

O centro europeu explica que “todos os casos confirmados têm um historial de viagens para países africanos, tendo alguns efetuado voos de ligação para outros destinos entre África e a Europa”.

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