Covid-19: Subvariantes da Ómicron “podem estar a evoluir para afetar os pulmões” e resistir à imunidade, alertam cientistas

As últimas subvariantes da Ómicron podem ter evoluído para atingir os pulmões e resistir à imunidade concedida pela infeção, de acordo com dados preliminares da Universidade de Tóquio, citados pelo ‘The Independent’.

Segundo a mesma informação, BA.4, BA.5 e BA.2.12.1 podem ter evoluído para favorecer a infeção das células pulmonares, em vez do tecido do trato respiratório superior – tornando-os mais semelhantes a variantes anteriores, como Alpha ou Delta.

O facto de as variantes anteriores da Ómicron preferirem infetar tecidos não pulmonares pode ser uma das razões pelas quais as infeções tendem a ser mais ligeiras na maioria das pessoas, situação que pode agora inverter-se.

“No conjunto, as nossas investigações sugerem que o risco de [essas] variantes Ómicron, particularmente BA.4 e BA.5, para a saúde global é potencialmente maior do que o BA.2 original”, disse Kei Sato, investigador da Universidade de Tóquio.

As experiências de Sato indicam que BA.4, BA.5 e BA.2.12.1 replicam-se de forma mais eficiente em células pulmonares humanas do que a BA.2, enquanto outros ensaios em hamsters sugerem que BA.4 e BA.5 podem causar doenças mais graves.

“Parece que as variantes estão a evoluir para a forma mais perigosa de infeção, para afetar o pulmão”, complementa Stephen Griffin, virologista da Universidade de Leeds, no Reino Unido.

Isto acontece numa altura em que o mundo já ultrapassou a barreira dos 539 milhões de casos de Covid-19, de acordo com os dados oficiais da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, desta segunda-feira.

Existem atualmente 539.006.310 infeções em cerca de 192 países e territórios, juntando-se ainda 6.318.914 vítimas mortais. Estados Unidos (EUA), Índia e Brasil são os países mais afetados pela pandemia viral.

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