Covid-19: Só 29% das pessoas em risco na UE receberam reforço da vacina. EMA está “desapontada”

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) realizou esta quinta-feira a sua habitual conferência de imprensa sobre emergências de saúde global, e a vacinação contra a Covid-19 foi um dos focos da intervenção feita perante os jornalistas. O regulador europeu assume-se “desapontado” com a adesão à vacinação de reforço contra a Covid-19, destacando que, em média, na União Europeia, apenas 29% das pessoas das pessoas de grupos mais em risco da doença voltaram a ser vacinadas.

Segundo o responsável da EMA, é expectável o desenvolvimento de novas vacinas, feitas para responder a novas variantes emergentes da Covid-19. “Dados preliminares mostram que as vacinas contra a Covid-19 adaptadas [ou bivalentes] aumentam a neutralização das sub-variantes da Omicron, quando comparadas às vacinas contra a Covid-19 originais”, explica a EMA, que garante que “a revacinação com as vacinas adaptadas aumenta a proteção” contra a Covid-19.

<blockquote class=”twitter-tweet”><p lang=”en” dir=”ltr”>EMA&#39;s regular press briefing on public health emergencies <a href=”https://t.co/Go8fhJLjyu”>https://t.co/Go8fhJLjyu</a></p>&mdash; EU Medicines Agency (@EMA_News) <a href=”https://twitter.com/EMA_News/status/1595764309451476992?ref_src=twsrc%5Etfw”>November 24, 2022</a></blockquote> <script async src=”https://platform.twitter.com/widgets.js” charset=”utf-8″></script>

No balanço pandémico, a EMA adianta que “não vê grande aumento dos casos de Covid-19” na UE, mas que isso se deve “a alta imunidade da população após vacinação e infeção natural” e que “tudo pode mudar rapidamente com a chegada dos meses de inverno”, já que “o vírus mantém a sua evolução a um ritmo acelerado”.

Destaca a EMA que “a toma de doses adicionais da vacina nos últimos meses é desapontante”: “A média europeia é de apenas 29% nas pessoas que estão em maior risco”, lamenta a EMA, sublinhando que as pessoas com mais probabilidades de terem doença grave ou que necessite de internamento não estão “devidamente protegidas”, apelando a todos os maiores de 60 anos que recebam as doses de reforço.

A EMA diz estar a contribuir “para atividade internacional de avanços no desenvolvimento de vacinas administradas por via nasal, bucal ou por inalação” contra a Covid-19, fármacos que poderão prevenir a infeção e bloquear a transmissão do vírus.

A EMA voltou a sublinhar que os casos de sangramento menstrual intenso após a vacinação parecem ser “na sua maioria temporários e não-graves”, não havendo evidência científica de que tenham impactos na reprodução e fertilidade, bem como reforçou que “numerosos estudos reafirmam que as vacinas contra a Covid-19 providenciam uma proteção para as grávidas e para os bebés que gestam”.

O organismo adianta ainda que há “grandes preocupações com o facto de as novas sub-variantes emergentes da Omicron estarem a escapar à neutralização por medicamentos de anticorpo monoclonal contra a Covid-19”. “Vamos rever todos os dados e emitir novas recomendações aos profissionais de saúde”, garantiu a EMA, revelando que está a trabalhar com parceiros para desenvolver a “próxima geração de anticorpos monoclonais contra a Covid-19”, com base nos mais recentes estudos.

 

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