Covid-19: “Situação da pandemia permite-nos tomar, com toda a segurança, a decisão de não prolongar o estado de alerta em Portugal”, avança ministro

“A situação da pandemia permite-nos tomar, com toda a segurança, a decisão de não prolongar o estado de alerta em Portugal”, avançou esta quinta-feira o ministro da Saúde, Manuel Pizarro, na sequência da reunião do Conselho de Ministros, em Oeiras.

“Em função do elevado nível de vacinação da população portuguesa, da proteção da vacina e da menor agressividade das estirpes da SARS-CoV-2, a incidência da doença e o impacto na saúde das pessoas e no SNS tem-se mantido estável e controlado”, apontou o responsável, alertando:

“O fim do estado de alerta não significa, porém, que a pandemia está ultrapassada. Temos de continuar a avaliar a evolução da doença”, referiu. “Foram já vacinadas contra a Covid-19 e gripe mais de 450 mil pessoas” neste reforço sazonal. “Num contexto de regresso à normalidade, o uso da máscara mantém-se obrigatório em unidades de saúde e unidades residenciais de pessoas idosas. A higiene das mãos e respiratórias devem continuar a ser vigiadas.”

No entanto, segundo revelou esta quinta-feira o Instituto Ricardo Jorge (INSA), oO índice de transmissibilidade (Rt) do coronavírus SARS-CoV-2 voltou a subir em Portugal para os 1,06 e todas as regiões estão com este indicador acima do limiar de 1. Segundo o relatório semanal do INSA sobre a evolução da Covid-19, o Rt – que estima o número de casos secundários de infeção resultantes de cada pessoa portadora do vírus – aumentou ligeiramente de 1,02 para 1,06 a nível nacional.

De acordo com o documento, as sete regiões do país estão agora com um Rt superior a 1, sendo mais elevado na Madeira (1,40), seguindo-se os Açores (1,31), o Algarve (1,11), Lisboa e Vale do Tejo (1,08), o Norte (1,06), o Alentejo (1,04) e o Centro (1,01). O Alentejo foi a única região que manteve o valor do Rt em relação à semana anterior.

O INSA referiu ainda que o número médio de casos diários a cinco dias também sofreu um aumento, passando dos 2.642 para os 2.952 a nível nacional, sendo ligeiramente mais baixo no continente (2.784). Em 2022, a mais alta ocorreu no final de janeiro, altura em que chegaram a ser notificados 49.795 casos na média a cinco dias.

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