Covid-19: Quarentenas tiveram “pouco ou nenhum efeito” na taxa de mortalidade do vírus, indica estudo internacional

Os primeiros ‘lockdowns’ provocados pela pandemia da Covid-19 salvaram 10 mil vidas na Europa e nos Estados Unidos, ou seja 3,2% – tiveram “pouco ou nenhum efeito” na taxa de mortalidade do vírus, segundo revelou um estudo internacional assinado por cientistas da Universidade Johns Hopkins (Estados Unidos), Universidade de Lund (Suécia) e o centro de estudos dinamarquês Center for Political Studies – ao todo, equivaleram a 6 mil mortes a menos na Europa e 4 mil nos Estados Unidos.

Os números avançados pelos especialistas resultam de uma revisão do primeiro relatório do grupo, em 2021, que descobriu que os ‘lockdowns’ reduziram as mortes pela Covid-19 em apenas 0,2%, segundo avançou esta quinta-feira o tabloide britânico ‘Daily Mail’.

“Os ‘lockdowns’ mais rigorodos não são uma maneira eficaz de reduzir as taxas de mortalidade durante uma pandemia, pelo menos não durante a primeira onda da pandemia da Covid-19”, reforçam os especialistas.

O uso de máscara, foi apontado, era a intervenção mais eficaz, levando a uma queda de 18,7% nas mortes por vírus, segundo revelaram três estudos.

O novo relatório apontou que as restrições draconianas adotadas para conter a propagação do vírus em 2020 reduziram as taxas de mortalidade em apenas 3,2%, num claro contraste com a modelagem dos investigadores do ‘Imperial College London’, liderados pelo professor Neil Ferguson – apelidado de ‘Professor Lockdown’ pelas suas previsões sombrias que são creditadas por estimular os ‘lockdowns’ no Reino Unido. Quando o modelo da ‘Imperial College London’ é aplicado aos EUA, sugere que 1,72 milhões a 2,17 milhões de mortes foram evitadas.



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