Covid-19: Portugal pode vir a equacionar “reforços vacinais periódicos em determinadas faixas da população”, diz investigador

Miguel Prudêncio, investigador do Instituto de Medicina Molecular, adianta que pode vir a ser equacionada em Portugal a aplicação de “reforços vacinais periódicos em determinadas faixas da população”, à luz de estudos que têm destacado a sua importância na proteção contra a Covid-19.

O mais recente, do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, sugere que ao fim de quatro meses, o nível de proteção das doses de reforço das vacinas da Pfizer e da Moderna diminui, mas a sua eficácia continua a ser suficiente para evitar internamentos.

Segundo a pesquisa, a eficácia das doses de reforço para evitar o internamento hospitalar é de 91% durante os dois primeiros meses, baixando para cerca de 78% após quatro meses.

Em declarações à ‘SIC Notícias’, o especialista explica que o estudo mostra que “após a dose de reforço há um aumento muito significativo da proteção contra os casos mais graves, que depois vai lentamente e progressivamente decaindo”. Ainda assim, ressalva, “ao fim de quatro meses continua elevada, na ordem dos 80%”.

Para o responsável, esta diminuição da proteção é algo que tem de ser acompanhado à medida que o tempo vai passando, para avaliar se “faz sentido fazer reforços periódicos, com que frequência e em que população”.

“Mas na minha opinião, na situação em que estamos a viver, em que o vírus passa a conviver connosco, porventura pode-se equacionar um cenário em que será adequado fazer reforços vacinais periódicos em determinadas faixas da população”, sublinha, citado pela estação.

Miguel Prudêncio recorda que “por exemplo, as vacinas da gripe também não são administradas a toda a população, são administradas sazonalmente àqueles grupos que se consideram mais vulneráveis”, sendo expectável que o mesmo aconteça com a Covid-19.

“Tudo vai depender daquilo que os dados nos vão dizendo à medida que o tempo vai passando e que a monitorização é feita, mas eu julgo que o cenário que porventura virá a ser equacionado é este”, reitera.

Por outro lado, adianta, “para o restante da população, acho que não vamos necessitar destes reforços periódicos, ou pelo menos com a mesma frequência, uma vez que a própria convivência com o vírus à partida não se traduz em casos graves da doença”, conclui.

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