“Constrangimento” de vacinas leva a novo pedido de entrega antecipada de doses da Pfizer

A ministra da saúde, Marta Temido, disse esta quarta-feira que o Governo está a considerar a possibilidade de Portugal receber entregas antecipadas de vacinas da Pfizer, vindas de outros países, de forma a colmatar eventuais “constrangimentos” no processo de vacinação.

“O país está empenhado, junto da Comissão Europeia e de outros países, em tentar agilizar a entrega de mais vacinas. Há a possibilidade de termos mais doses em entrega antecipada da Pfizer, através de cedências de outros países, nos próximos dias”, disse em declarações aos jornalistas.

A governante admitiu que há “algum constrangimento de alguns dias” na disponibilidade de vacinas, mas garantiu que “vai ser ultrapassado com brevidade”, estando o Governo e a task-force a trabalhar nesse sentido.

“Já temos a vacinação de uma parte significativa da população e a expectativa é que, na primeira semana ou segunda de agosto, possamos atingir uma nova marca do calendário. Não há qualquer contratempo do plano de vacinação”, assegurou a ministra.

Os constrangimentos referidos por Marta Temido, prendem-se, por exemplo, com o facto de as vagas para o autoagendamento estarem já esgotadas em alguns concelhos, devido à elevada procura face ao número de vacinas disponíveis.

“O país tem concelhos diferentes com capacidades diferentes. Há sítios em que já se esgotaram as vagas que havia para o autoagendamento e há outros sítios em que não se esgotaram”, afirmou o coordenador da task-force, Henrique Gouveia e Melo, na terça-feira.

Segundo o responsável, que não especificou os locais onde as vagas para o autoagendamento estão esgotadas, “não há vacinas para vacinar milhões de pessoas”.

“As pessoas que chegaram primeiro ao autoagendamento estão à espera de serem vacinadas. Depois destas pessoas serem vacinadas, abrirá novamente outras vagas para outras pessoas serem vacinadas”, assegurou o vice-almirante sublinhando que há 90 mil pessoas em fila de espera.

Gouveia e Melo adiantou ainda que as vacinas estão a ser distribuídas em território nacional de “forma proporcional à população” e que esta modalidade de autoagendamento “tem o número de vagas proporcional à população de cada região”.

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