Covid-19: Portugal pode atingir os 1300 casos diários a 7 de novembro, alerta Marta Temido

A ministra da saúde, Marta Temido, disse esta quinta-feira, em conferência de imprensa no final do Conselho de Ministros, que Portugal pode atingir os 1300 casos diários de Covid-9, no dia 7 de novembro.

“As estimativas do Instituto Nacional de Saúde Ricardo Jorge (INSA) apontam para que possamos ter 1300 casos confirmados no dia 7 de novembro, se se mantiver o R(t) ao nível em que está agora, em 1,08”, anunciou.

A responsável alertou que “no momento em que estamos a crescer não conseguimos perceber bem quando é que atingiremos o patamar de crescimento  mais elevado, o que sabemos é que as regiões têm diferenças ao nível de transmissão” e que em termos nacionais, “este é o número que podemos colocar no horizonte se nada se inverter”.

Contudo, ressalvou, “vale a pena sublinhar que do início do verão para cá já tivemos fases de crescimento e depois entrámos novamente numa fase de decréscimo e conseguimos manter-nos a um nível de transmissão controlada”, afirmou.

“É isso que esperamos fazer desta vez, sendo certo que temos um contexto que não é tão favorável como o contexto das temperaturas e arejamento que é coincidente com os meses de verão”, disse Marta Temido, apelando à “responsabilidade coletiva e individual” e ao “acompanhamento da situação com transparência”.

Recorde-se que o Governo decidiu prolongar a situação de alerta em todo o território, mantendo as mesmas medidas até dia 30 de novembro. Na explicação da medida, a ministra da saúde indicou que “a situação epidemiológica conheceu um agravamento, que acompanha a situação europeia”.

“Na última semana, a incidência cumulativa situava-se em 94 casos por 100 mil habitantes, sendo uma incidência que está abaixo da média dos países da UE (235 casos), tem vindo a aumentar em linha com o risco de transmissão, que está em acima de 1 há 16 dias (1,08), afirmou.

Nesse sentido, adiantou a governante, “está a confirmar-se aquilo que era o cenário esperado, em função ainda da transmissão da doença, embora num contexto em que uma larga maioria da população está vacinada”, disse acrescentando que “este momento 85,9% dos portugueses têm já a vacinação completa”.

“Apesar deste contexto que nos é favorável, o vírus continua a transmitir-se e a circular, e embora, causando doença menos grave, a uma maior circulação do vírus, tende a corresponder um maior número de casso de doença”, alertou.

Como tal, disse ainda “o nosso estado de alerta tem de manter-se, sendo muito importante que se mantenha o respeito por um conjunto de regras”, afirmou, referindo-se às medidas básicas de proteção individual e à vacinação. “É fundamental que as pessoas continuem a proteger-se a si e aos outros”, concluiu.

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