Covid-19: “Pode haver um benefício”. FDA mostra-se favorável à administração de uma 2ª. dose da Janssen

A equipa da ‘Food and Drug Administration’, dos Estados Unidos mostrou-se mais favorável à administração de uma segunda dose de reforço da vacina contra a Covid-19 de dose única da Johnson & Johnson (Janssen), avança a ‘CNBC’.

Num documento publicado esta quarta-feira, os especialistas disseram que pode haver um benefício em administrar uma segunda dose dois meses após a injeção inicial. Contudo, ressalvaram que os dados eram limitados e a agência ainda não tinha verificado todas as informações.

“Embora não tenha sido confirmado de forma independente pela FDA a partir de conjuntos de dados, os resumos sugerem que pode haver um benefício numa segunda dose administrada aproximadamente dois meses após a dose primária, quando comparada à eficácia observada no estudo principal”, pode ler-se.

Para além disso, a equipa adiantou que uma dose de J&J mostrou ser consistentemente menos eficaz do que as vacinas de mRNA feitas pela Pfizer e Moderna, em testes clínicos e em estudos do mundo real.

“As estimativas de eficácia mais altas – em ensaios clínicos e estudos de eficácia que avaliam a vacina COVID-19 da Janssen – são consistentemente menores do que as estimativas de eficácia mais altas para as vacinas de mRNA COVID-19”, afirmaram.

No geral, os dados mostram que a vacina J&J de injeção única “ainda oferece proteção contra a doença COVID-19 grave e morte nos Estados Unidos”.

O relatório dos cientistas da FDA pretende informar o Comité Consultivo de Vacinas e Produtos Biológicos Relacionados da agência, que se reúne na sexta-feira para discutir dados sobre a segurança e eficácia de uma segunda injeção de J&J em adultos.

Ao contrário das vacinas de mRNA de duas doses da Pfizer e Moderna, a J&J esperava oferecer uma solução única que protegeria o público o suficiente para ajudar a acabar com a pandemia.

Contudo, a sua proteção de 72% nos Estados Unidos foi vista por alguns como inferior às vacinas da Moderna e da Pfizer, uma vez que ambas apontaram taxas de eficácia acima de 90%.

Uma segunda dose da injeção de J&J apresenta um desempenho semelhante às vacinas de mRNA, aumentando a proteção contra infeção sintomática para 94%, quando administrada dois meses após a primeira dose nos Estados Unidos, de acordo com dados da empresa divulgados a 21 de setembro.

A J&J, que usa um modelo modificado adenovírus para induzir uma resposta imunológica, pediu à agência para aprovar uma injeção de reforço da sua vacina de dose única, para pessoas com 18 anos ou mais a 5 de outubro.

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