Covid-19: Pfizer baixa eficácia da vacina e sublinha necessidade de uma terceira dose de reforço

A eficácia da vacina contra a Covid-19 da Pfizer caiu para cerca de 84%, em pessoas vacinadas cerca de quatro a seis meses após receberem a segunda dose, de acordo com o CEO Albert Bourla, que apontou a necessidade de uma terceira dose de reforço.

Em declarações a um programa da ‘CNBC’, o responsável disse que estas conclusões têm por base um novo estudo financiado pela empresa, que ainda não foi revisto por pares.

O estudo constatou que a eficácia da vacina foi mais forte, de cerca de 96,2%, entre uma semana e dois meses após o recebimento da segunda dose, mas diminuiu em média 6% a cada dois meses.

Assim, a pesquisa, que contou com a participação de mais de 44 mil pessoas nos Estados Unidos e em outros países, concluiu que a eficácia da vacina após “quatro a seis meses foi de aproximadamente 84%”, explicou Bourla.

“A boa notícia é que estamos muito, muito confiantes de que uma terceira dose, um reforço, levará a resposta imunológica a níveis que serão suficientes para proteger contra a variante delta”, acrescentou o executivo, referindo-se à mutação mais contagiosa que é dominante em vários países do mundo, incluindo Portugal.

Segundo o responsável, a terceira dose produz níveis de anticorpos cinco vezes mais altos contra essa variante em pessoas entre os 18 e os 55 anos e 11 vezes mais elevados entre pessoas entre os 65 e os 85 anos.

Não é incomum que a eficácia das vacinas diminua com o tempo, sublinhou Bourla, acrescentando, contudo, que há precedentes para vacinas de três doses para outras doenças.

A Pfizer planeia enviar dados formalmente aos reguladores dos EUA sobre os benefícios de uma terceira dose da vacina contra a Covid-19 até meados de agosto, segundo o responsável.

No início deste mês, quando a Pfizer anunciou os seus planos pela primeira vez, a Food and Drug Administration e os Centros para Controlo e Prevenção de Doenças emitiram uma declaração conjunta que contradisse a empresa, reforçando que “aqueles que foram totalmente vacinados não precisam de uma injeção de reforço”.

A Organização Mundial de saúde (OMS) ainda está a estudar a questão. Kate O’Brien, diretora de imunização, vacinas e produtos biológicos da OMS, disse ontem que a organização ainda está a investigar se uma injeção de reforço é necessária para aumentar a proteção contra mutações altamente contagiosas do coronavírus.

“Estamos ocorrentes da situação, mas não há informações suficientes para poder dar uma recomendação neste momento”, disse O’Brien, numa sessão de perguntas e respostas publicada nas redes sociais da organização.

A responsável adiantou ainda que “este é um tópico muito recente e há muitas pesquisas em desenvolvimento para oferecer uma recomendação baseada em evidências”, acrescentou.

Se a OMS aprovasse uma injeção de reforço, O’Brien disse que provavelmente seria apenas para grupos específicos, como idosos ou pessoas com outras condições que os tornam vulneráveis ​​a doenças graves.

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