Ómicron: pastilha experimental pode capturar vírus na boca e travar transmissão, aponta estudo

Uma pastilha elástica experimental pode ter um efeito de cativação do vírus SARS-CoV-2 na saliva, segundo apontou esta 4ª feira um estudo científico, com os responsáveis a garantir que pode conter a transmissão de novas variantes do vírus – preparam-se já para lançar o primeiro teste em humanos.

A pastilha contém cópias da proteína ACE2 encontrada nas superfícies das células, usadas pelo coronavírus para invadir as células e infetá-las.

Em experiências laboratoriais com a saliva de indivíduos infetados com as variantes Delta e Ómicron, as partículas do vírus ligaram-se aos “recetores” ACE2 presentes na pastilha, fazendo com que a carga viral caia para níveis indetetáveis, garantiram os investigadores.

No ensaio clínico, os pacientes com a Covid-19 vão mastigar quatro pastilhas com ACE2 por dia, durante quatro dias. As proteínas ACE2 da “armadilha viral” na pastilha são depois transportadas para células fabricadas geneticamente – não só o SARS-CoV-2 mas também variantes da influenza, outros coronavírus que podem causar gripes comuns e potencialmente outros vírus orais, como o papilomavírus humano e herpes, segundo apontou o estudo.

“Como a transmissão nasal é insignificante quando comparada à transmissão oral, mascar uma pastilha ACE2 e engolir a proteína ACE2 deve minimizar a infecção, proteger os pacientes com a Covid-19 e prevenir a transmissão”, referiu o líder da pesquisa, Henry Daniell, da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos.



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