Covid-19: Pacientes não vacinados com maior risco de morte até (pelo menos) 18 meses após a infeção

Os doentes com Covid-19 não vacinados apresentam um maior risco de morte e de contrair uma doença cardiovascular durante, pelo menos, os primeiros 18 meses após a infeção, aponta um novo estudo.

Numa pesquisa feita durante o primeiro ano da pandemia, onde participaram mais de 160 mil pessoas infetadas com coronavírus, foi possível verificar que quem contraiu a doença entre março e novembro de 2020 mostrou até 81 vezes mais probabilidades de morrer nas primeiras três semanas após a infeção.

Estes pacientes também apresentaram um risco mais elevado de desenvolver doenças cardiovasculares nos primeiros 18 meses seguintes à infeção, como doença coronária, insuficiência cardíaca e trombose venosa profunda.

Um ano e meio depois, quem contraiu o vírus apresentou até cinco vezes mais probabilidade de morrer do que quem não esteve infetado, segundo a pesquisa que levou os investigadores a aconselhar a monitorização de doentes com Covid-19 durante pelo menos um ano após a recuperação.

De recordar que vacinação de reforço em regime de ‘Casa Aberta’ já está disponível para as pessoas maiores de 18 anos, anunciou esta semana a Direção-Geral da Saúde (DGS). Esta modalidade encontra-se também disponível para a vacinação primária contra a Covid-19 para utentes com idade igual ou superior a 12 anos e para utentes maiores de 18 anos para a vacinação de reforço contra esta doença causada pelo vírus SARS-CoV-2.

“Para ser vacinado basta dirigir-se diretamente ao ponto de vacinação ou ao centro de saúde”, refere a DGS, sublinhando que a vacinação contra a Covid-19 para crianças entre os 5 e os 11 anos deve ser agendada previamente em qualquer ponto de vacinação ou centro de saúde.

O intervalo recomendado entre a dose de reforço sazonal e o evento mais recente (última dose de vacina ou diagnóstico de infeção por SARS-CoV-2) é de 4 a 6 meses, sendo o intervalo mínimo de 3 meses.

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