Covid-19: Não há estradas? Vacinas caem do céu para chegar ao destino

O Sudão do Sul, pequeno país do nordeste do continente africano, tem uma das menores taxas de vacinação contra o Covid-19 do Mundo – apenas 0,8% das população tem uma dose e 0,3 já receberam as duas doses, num universo de 11,19 milhões de pessoas, segundos dados de 2020 do Banco Mundial. Isto porque as vacinas, para chegarem a algumas zonas do país, têm de ser lançadas por paraquedas.

“Mesmo se pudermos garantir a vacina é pelo menos 10 vezes mais caro no Sudão do Sul em comparação com os países vizinhos, que têm uma rede rodoviária muito confiável”, afirmou Nay Myo Thu, especialista em imunização da agência infantil da ONU, no país.

No Sudão do Sul, o transporte principal das vacinas é feito por via aérea. “Em cerca de 50 locais, precisamos lançar as vacinas no ar, se quisermos distribuí-las igualmente”, disse Nay Myo Thu. O Sudão do Sul é um país vasto, quase do tamanho da França mas a maior parte do país permanece inacessível por estrada.

Dr. John Rumunu, chefe dos Serviços de Saúde Preventivos do Governo, disse que algumas vacinas da AstraZeneca foram enviadas para todos os 10 estados do país “no entanto, menos de 50% dos condados foram alcançados. Alguns condados não tiveram qualquer vacinação”. A UNICED é responsável pela distribuição de vacinas, aproveitando a experiência do Programa Mundial de Alimentos, que costuma levar ajuda alimentar a locais remotos onde os aviões não conseguem pousar.

“Você precisa alcançar a população e garantir que a vacina chega dentro do prazo. Com base na disponibilidade, é preciso esperar”, alertou Nay Myo Thu. O país recebeu até agora duas remessas de vacinas AstraZeneca, a primeira das quais a 25 de março, de apenas 132 mil doses.

O primeiro chegou em 25 de março. Teve 132.000 doses. Apenas 60 mil foram utilizadas, as restantes foram enviadas para países vizinhos. “Achámos que, em vez de expirarem aqui, distribuímos para outros países e os deixamos usar e esperamos que, quando estivermos prontos, receberemos uma quantidade equivalente de vacinas para proteger o povo”, acrescentou Nay Myo Thu.

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