Covid-19: Misturar vacinas diferentes causa mais efeitos secundários, mostra novo estudo

A administração de uma dose da vacina da Pfizer seguida de uma da vacina da AstraZeneca (ou vice-versa) induz uma maior frequência de efeitos secundários ligeiros a moderados, em comparação com duas doses padrão de qualquer uma das vacinas.

A conclusão é de um estudo britânico, citado pelo ‘The Guardian’, que explora a segurança e eficácia de estratégias de vacinação mistas, que estão a ser consideradas em vários países, para fortalecer programas de distribuição de vacinas.

A pesquisa contou com 830 participantes de 50 anos ou mais, alguns dos quais com doenças associadas e testou quatro combinações de vacinas: AstraZeneca com AstraZeneca; AstraZeneca com Pfizer; Pfizer com Pfizer e Pfizer com AstraZeneca.

Os resultados mostram que no geral, as estratégias de vacinação mista desencadearam mais efeitos secundários. Por exemplo, foi reportada febre por 34% dos pacientes que receberam a primeira dose da AstraZeneca e a segunda da Pfizer; por 41% daqueles que fizeram o processo inverso e por apenas 21% dos que receberam ambas as doses da mesma vacina.

Diferenças semelhantes foram observadas para arrepios, fadiga, dor de cabeça, dores nas articulações, mal-estar e dores musculares. No geral, todas as reações adversas que surgiram foram de curta duração e não houve outras preocupações de segurança, de acordo com dados publicados na revista Lancet.

“Este é o tipo de reação que esperamos com as vacinas e é o que está a acontecer com mais frequência”, disse Matthew Snape, investigador-chefe do estudo e professor de pediatria da Universidade de Oxford.

Embora os participantes do ensaio tivessem 50 anos ou mais, os dados do mundo real sugerem que grupos de idades mais jovens tendem a ter reações mais fortes às vacinas, observou o responsável

“Já esperávamos que este sinal, de efeitos secundários mais elevados com vacinas mistas, surgisse, e em grupos etários mais jovens podem haver ainda mais reações”, sublinhou Snape, citado pelo ‘The Guardian’.

Espera-se que nas próximas semanas sejam divulgados mais dados sobre a eficácia destas estratégias de vacinação mistas na indução de uma resposta imune. Os investigadores do ensaio também estão a avaliar o impacto da dosagem dos participantes com 12 semanas de intervalo.

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