Covid-19: Máscara deve ser recomendada no exterior em casos concretos, diz Graça Freitas

A diretora geral da saúde, Graça Freitas, disse esta quarta-feira que a máscara deve ser recomendada na rua, em determinados casos, nomeadamente os recreios das escolas ou alguns eventos no exterior.

Em declarações esta manhã na Assembleia da República, onde o Grupo de Epidemiologia da DGS está a ser ouvido, Graça Freitas, falou sobre o assunto, defendendo que existem exceções ao fim do uso de máscara em espaços exteriores

“Uma das vias possíveis de transmissão indireta do vírus é por acumulação de aerossóis e essa via é muito menos eficaz no exterior do que no interior”, começou por referir a especialista.

No entanto, a diretora geral da saúde ressalvou que “a recomendação vai no sentido de que as aglomerações e os contextos especiais (…) possam constituir uma exceção e possam ter recomendação diferente porque permitem que exista transmissão”,.

Estas exceções, concretizou, aplicam-se, por exemplo, “no recreio nas escolas em que muitos jovens e crianças estejam juntos, nos eventos, e em determinados sítios onde há aglomerados populacionais”.

O Grupo de Epidemiologia da DGS está hoje a ser ouvido na sequência de um requerimento do PSD aprovado na terça-feira, na Comissão Eventual para o acompanhamento da aplicação das medidas de resposta à pandemia da doença COVID-19 e do processo de recuperação económica e social.

No requerimento, o grupo parlamentar do PSD sustenta que a decisão sobre a manutenção ou fim do uso de máscara “não é exclusivamente do foro político, uma vez que pode ter consequências para a saúde pública, pelo que deve ser tomada com sustentação científica”.

Nesse sentido, pediu a audição dos peritos da DGS que têm participado nas reuniões do Infarmed, “que têm contribuído para sustentar cientificamente a tomada de decisão política do Governo”.

Na segunda-feira, fonte da bancada parlamentar do PS disse à Lusa que o partido não vai propor no parlamento a renovação da obrigatoriedade do uso de máscara nos espaços públicos exteriores, diploma cuja vigência cessa no próximo dia 12, uma posição que disse ser coincidente com a da Direção-Geral da Saúde.

Também, em declarações à TSF, o presidente do Grupo Parlamentar do PSD, Adão Silva, afirmou que só um agravamento súbito da pandemia de covid-19 nos próximos dias impediria os sociais-democratas de defender o fim das máscaras na rua.

Ontem, o presidente do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos, disse concordar “integralmente” com o fim da obrigatoriedade do uso da máscara na rua, considerando “elementar” que, depois de sucessivos adiamentos, a circulação possa fazer-se “livremente”.

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