Covid-19: linhagem BA.5 responsável por 84% das infeções

A frequência da linhagem BA.5 da variante Ómicron, que apresenta uma maior capacidade de transmissão, continua a aumentar em Portugal, sendo agora responsável por 84% das infeções registadas no país, anunciou hoje o INSA.

Detetada pela primeira vez entre o final de março e o início de abril, a BA.5 “tem apresentado uma frequência relativa marcadamente crescente, sendo dominante em Portugal, com uma frequência relativa estimada de 84%”, adianta o relatório semanal do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) sobre a diversidade genética do coronavírus SARS-CoV-2.

A variante Ómicron do coronavírus que causa a covid-19, classificada como de preocupação pela Organização Mundial da Saúde, engloba várias linhagens identificadas com o prefixo “BA”.

Entre essas várias linhagens consta a BA.5, que tem revelado uma maior capacidade de transmissão por apresentar mutações com impacto na entrada do vírus nas células e ou na sua capacidade de escapar à resposta imunitária.

Quanto à BA.2, identificada em Portugal no final de 2021 e que se tornou dominante na semana de 21 a 27 de fevereiro, continua a perder terreno para a BA.5. Ao mesmo tempo, a sublinhagem BA.2.12.1, que revelou uma frequência relativa com tendência crescente entre as semanas 17 (0,4%) e 19 (1,3%), manteve-se relativamente estável desde então.

O INSA revela ainda que tem monitorizado uma sublinhagem da BA.2, denominada BA.2.35, que se caracteriza por ter uma mutação adicional na proteína `spike´ associada à resistência a anticorpos neutralizantes, e que tem registado uma frequência entre os 1,7% e os 3,6%.

Relativamente à linhagem BA.4, o relatório do INSA sublinha que desde a semana 19, foram identificadas 7 sequências da linhagem da variante Omicron em Portugal, associados a casos confirmados em 5 das 7 regiões do país.

No âmbito da monitorização contínua da diversidade genética do SARS-CoV-2 que o INSA está a desenvolver, têm sido analisadas uma média de 522 sequências por semana desde o início de junho de 2021, provenientes de amostras colhidas aleatoriamente em laboratórios distribuídos pelos 18 distritos de Portugal continental e pelas regiões autónomas dos Açores e da Madeira, abrangendo uma média de 139 concelhos por semana.

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