Covid-19: Infarmed regista quase 26 mil reações adversas às vacinas. Oito mil são graves

A Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) registou, até 31 de julho, 25.828 reações adversas às vacinas contra a covid-19 em Portugal, das quais 8.107 consideradas graves, o que representa um caso por cada 1.000 vacinas administradas.

No relatório de Farmacovigilância das vacinas, divulgado esta terça-feira, o Infarmed informa que “com o decorrer do programa de vacinação, e o estímulo para a notificação de suspeitas de reações adversas (RAM) associadas a vacinas contra a COVID-19, este valor tem aumentado”.

“No entanto, ao consideramos o número de casos de RAM (ou o subgrupo dos casos graves de RAM) face ao número total de vacinas administradas, verifica-se que as reações adversas às vacinas contra a COVID-19 são pouco frequentes, com cerca de 1 caso em mil inoculações, um valor estável ao longo do tempo”, aponta.

Segundo a mesma informação, “o número total de casos de RAM num dado período é afetado por vários fatores, incluindo a capacidade de processamento dos casos e um viés originado pela priorização dos casos graves”.

“Também se deve considerar que muitos cidadãos podem não notificar uma reação adversa, sobretudo não grave e já descrita, considerando tratar-se de informação já conhecida do perfil de segurança destas vacinas”, acrescenta.

A maior parte das reações adversas (13.664) são referentes à vacina da Pfizer/BioNtech (Comirnaty), seguindo-se a da AstraZeneca (Vaxzevria), com 6.537, a da Moderna (Spikevax), com 3.471, e a da Janssen, com 1.997 casos.

O Infarmed sublinha, contudo, que estes dados “não permitem a comparação dos perfis de segurança entre vacinas”, uma vez que foram utilizadas em subgrupos populacionais distintos (idade, género, perfil de saúde, entre outros) e “em períodos e contextos epidemiológicos distintos”.

Importa ainda referir que “dos casos de RAM classificados como graves, cerca de 84% dizem respeito a situações de incapacidade temporária (incluindo o absentismo laboral) e outras consideradas clinicamente significativas pelo notificador, quer seja profissional de saúde ou utente”.

“Os casos de morte ocorreram num grupo de indivíduos com uma mediana de idades de 77 anos”, refere o organismo, adiantando que “estes acontecimentos não podem ser considerados relacionados com uma vacina contra a COVID19 apenas porque foram notificados de forma espontânea ao Sistema Nacional de
Farmacovigilância”.

“Na grande maioria dos casos notificados em que há informação sobre história clínica e medicação concomitante, um resultado adverso fatal pode ser explicado pelos antecedentes clínicos do doente e/ou outros tratamentos, sendo as causas de morte diversas e sem apresentação de um padrão homogéneo”, conclui.

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