Covid-19: Estudo sugere que a Ómicron causa doença menos grave, até em não vacinados

A variante do coronavírus Ómicron causa doença menos grave do que a Delta, mesmo naqueles que não foram vacinados ou que não tiveram uma infeção anterior por Covid-19, de acordo com um estudo da província de Western Cape, na África do Sul.

Segundo a ‘Bloomberg’, a pesquisa comparou 11.609 pacientes das três primeiras ondas de infeção – a mais recente das quais foi causada pela variante Delta – com  5.144 pacientes da última vaga impulsionada pela Ómicron.

As descobertas trazem evidências crescentes de que, embora mais infeciosa, a Ómicron pode ser menos grave do que as variantes anteriores. Dados da África do Sul mostraram menores taxas de hospitalização e mortalidade.

O estudo, que foi divulgado esta semana e ainda não foi revisto por pares, focou-se nos hospitais públicos da província e descobriu que 8% das pessoas foram hospitalizadas ou morreram dentro de 14 dias após serem diagnosticadas com Covid-19 na onda impulsionada pela Ómicron, em comparação com 16,5% nas três ondas anteriores.

“Este é o primeiro estudo de um cenário de alta seroprevalência, a demonstrar doença menos grave na quarta onda, após ajuste para quem não tem vacinação nem infeção prévia”, disseram os investigadores no estudo.

Segundo a equipa, “mesmo depois de essa proteção ter sido considerada, houve uma provável redução dos resultados mais graves na quarta vaga”, indicando possível redução na virulência da Ómicron, acrescentaram.

Ainda assim, com mais de um quarto da população vacinada e uma taxa de infeção prévia de 70% a 80%, existe a preocupação de que isso possa estar a disfarçar o perigo apresentado pela variante.

Ler Mais


Comentários
Loading...