Covid-19: “Em janeiro recebemos mais de um milhão de chamadas na Linha de Saúde24”, revela Marta Temido

A ministra da Saúde revelou esta sexta-feira na TVI que a Linha de Saúde24 recebeu, só em janeiro, “mais de um milhão de chamadas, é uma grande pressão”. “Os sistemas de informação têm capacidades que não são elásticas mas já conseguimos automatizar algumas respostas, conforme conhecemos melhor a evolução da doença”, frisou Marta Temido, que recordou a pandemia há um ano.

“Verificámos que a nova variante Ómicron parece-nos menos agressiva e por outro lado a vacinação faz toda a diferença. Ganhamos confiança quando olhamos hoje para os cuidados intensivos. Há um ano estávamos debaixo de uma onda duríssima – todos recordamos as ambulâncias, a pressão nas redes de oxigénio, a falta de camas disponíveis. Hoje não temos isso, os níveis de utilização dos cuidados intensivos é sustentável, que permite tratar outras patologias”, explicou a ministra da Saúde.

O processo de vacinação deixa Portugal “bastante bem. Temos dos melhores valores do mundo, já com 2,6 milhões de pessoas já com dose de reforço”, apontou, salientando o processo de vacinação das crianças.

“Sentimos que numa fase inicial houve alguma apreensão relativamente ao processo. No início houve muitas inscrições mas o ritmo não se manteve de forma constante. Vacinámos praticamente metade do universo previsto (48%) das crianças. Temos de combinar a necessidade de ser rápidos mas ao mesmo tempo dar às pessoas o seu espaço de decisão”, referiu Marta Temido, debruçando-se sobre o futuro.

“É provável que sim (surgimento de uma nova variante). A capacidade do vírus em se transformar faz parte do seu processo evolutivo. Não sabemos o que vai acontecer. Mas daqui até lá, temos de continuar as nossas vidas”, explicou, garantindo que o nosso país “vai com uma semana de atraso” em relação às ondas da Covid-19 que assolam a Europa “Não há grande tempo para aprender com as experiências dos outros. Mas vai acabar, vamos passar a outra fase mas vamos ficar mais fortes com as cicatrizes desta pandemia”, finalizou.



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