Covid-19: ECDC classifica BA.4 e BA.5 como “variantes de preocupação”

O Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças (ECDC) reclassificou as subvariantes BA.4 e BA.5 Ómicron da Covid-19, passando de “variantes de interesse” (VOI, na sigla em inglês) para “variantes de preocupação” (VOC, em inglês).

Segundo a ‘Forbes’, apesar de isto significar um aumento de vigilância, não deve ser motivo para entrar em pânico. Esta nova classificação apenas serve de lembrete para manter as precauções com a Covid-19, que ainda não acabou.

Esta recente atualização da BA.4 e BA.5 aconteceu porque essas duas sub-linhagens parecem estar a espalhar-se mais rápida e prontamente do que as versões anteriores da variante Ómicron, nomeadamente a BA.1 e BA.2.

Por exemplo, em Portugal, a percentagem de casos BA.5 em relação aos casos BA.2 tem vindo a aumentar a uma taxa de 13% por dia, adianta a ‘Forbes’, sublinhando que o abandono de muitas restrições também “não ajudou”.

Segundo estimativas do Instituto Ricardo Jorge (INSA), esta variante é já dominante em Portugal, representando mais de 50% dos novos casos de infeção por Covid-19. Marta Temido destacou que o “aumento da predominância” da BA.5, poderá atingir os 80% antes do final do mês.

Tal ascensão ao domínio é essencialmente o que já aconteceu na África do Sul. A BA.4 e BA.5 foram inicialmente detetadas naquele país em janeiro e fevereiro de 2022, respetivamente. Ambas as subvariantes continuaram a espalhar-se, com a BA.5 a crescer a uma taxa de 12% sobre a BA.2 a cada dia.

Eventualmente, BA.4 e BA.5 tornaram-se as principais versões do coronavírus da síndrome respiratória aguda grave (SARS-CoV-2) na África do Sul. E como se viu durante grande parte da pandemia, o que acontece no país raramente fica lá.

De acordo com o ECDC, uma variante torna-se VOI quando “há evidências disponíveis sobre propriedades genómicas, evidências epidemiológicas ou evidências in vitro que podem implicar um impacto significativo na transmissibilidade, gravidade e/ou imunidade.

Uma VOI torna-se VOC quando “existem evidências claras que indicam um impacto significativo na transmissibilidade, gravidade e/ou imunidade que provavelmente terá impacto na situação epidemiológica na UE/EEE”, sublinha.

A adição de BA.4 e BA.5 essencialmente torna a lista de VOCs do ECDC um “Grupo de Cinco”, incluindo a variante Delta em conjunto com quatro subvariantes Ómicron diferentes: BA.1, BA.2, BA.4 e BA.5. Na lista de VOIs não consta nenhuma.

Veja aqui os principais sintomas destas variantes e como se comportam.

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