Covid-19: Doses de reforço “estão a impedir outros países de vacinar as suas populações”, avisa OMS

O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, criticou esta quarta-feira a ação dos países no qual se está a fornecer doses de reforço da vacina do Covid-19. De acordo com o responsável, “estão a impedir outros países de vacinar as suas populações de maior risco”, tendo pedido “cooperação global”. “A oferta é limitada. No final, este é um jogo de soma zero”, explicou.

Ainda assim, destacou que o número de mortes semanais relacionadas com Covid-19 continua a diminuir, salientando que estão no nível mais baixo do último ano. “Mas ainda é um nível inaceitavelmente alto: quase 50 mil mortes por semana, e o número real é certamente maior”, lamentou o diretor-geral do OMS.

O número de mortes está a diminuir em todas as regiões do planeta, à exceção da Europa, “onde vários países estão a enfrentar novas ondas de casos e de mortes”, frisou. “E, claro, as mortes são maiores em países e populações com menor acesso às vacinas”, explicou.

O diretor-geral da OMS lembrou que há um total de 56 países excluídos do mercado mundial de vacinas que não conseguiu atingir a meta de vacinar 10% da sua população até ao final de setembro. “Ainda mais países correm o risco de perder a meta de 40% até ao final de 2021”, alertou. Há ainda três países que não começaram a vacinar: Burundi, Eritreia e Coreia do Norte.



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