Covid-19: Comissão Europeia quer impor limite de validade de nove meses às vacinas para viagens

A Comissão Europeia quer que seja imposto um limite de nove meses durante o qual a vacinação é válida e permite viajar dentro do bloco, propondo também a priorização dos viajantes vacinados, avança a ‘Bloomberg’.

Segundo a mesma publicação, que teve acesso a um documento com as propostas, Bruxelas vai apresentar ainda esta quinta-feira novas atualizações que inserem este novo limite de validade,  sugerindo que serão necessários reforços depois do período de nove meses.

Adicionalmente, a UE vai sugerir que os Estados membros continuem a receber todos os viajantes inoculados com injeções aprovadas pelo bloco, mas a partir de 10 de janeiro, deve alargar o leque a todos aqueles com vacinas aprovadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

A Bloomberg refere ainda que como o número de casos continua a aumentar em toda a Europa, o braço executivo da UE está a planear descontinuar a sua lista branca de países onde todos os viajantes são permitidos, independentemente do estatuto de vacinação, a partir de 1 de março.

Isto significa que a partir dessa data, apenas os viajantes vacinados e recuperados com um certificado digital Covid da UE, ou um passe equivalente, vão poder entrar nos países do bloco.

As regras atualizadas também vão permitir a viagem para a UE de crianças entre 6 e 17 anos que tiveram um teste PCR negativo feito antes da partida, mesmo que não tenham sido vacinadas.

Os países da UE podem exigir testes adicionais após a chegada, quarentena ou autoisolamento. As propostas vão agora para os estados membros para aprovação.

Como uma salvaguarda adicional, a prova de um teste PCR negativo deverá ser necessária para todos os viajantes que foram imunizados com uma vacina aprovada pela OMS, que não foi aprovada pelo regulador de medicamentos da Europa, e para viajantes recuperados, de acordo com as propostas.

De acordo com o que a comissão chama de “uma abordagem simplificada”, a partir de 1 de março a UE vai tornar as viagens totalmente dependentes do estatuto de vacinação do viajante e não do país de origem. O cronograma de março visa dar aos países não pertencentes à UE tempo para aumentar ainda mais as suas taxas de vacinação.

Os governos da UE estão a pressionar o bloco para suavizar as diferenças nas regras para ajudar a salvaguardar a capacidade de viajar, depois de os governos terem adotado abordagens diferentes sobre quanto tempo as vacinas devem durar e como administrar as doses de reforço. A comissão oferece recomendações que podem ou não ser implementadas pelos estados membros.

Os países da UE estão a lutar para conter a quarta onda da pandemia com vários graus de restrições, num cenário de taxas de vacinação desiguais.

A Alemanha está a considerar injeções obrigatórias para alguns grupos vulneráveis, a Itália impôs limites para pessoas não vacinadas e a Dinamarca pondera a utilização de máscaras em transportes públicos. A Áustria restringiu as viagens de lazer como parte de um bloqueio de três semanas.

 

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