Covid-19: China levanta quarentena obrigatória para pessoas vindas de Macau

A partir das 18:00 (11:00 em Lisboa), voltará a ser possível à população de Macau atravessar as fronteiras com a China continental sem ter de cumprir quarentena obrigatória, imposta desde 18 de junho.

O Grupo de Trabalho de Prevenção e Controlo Conjunto de Macau-Zhuhai sublinhou que as pessoas devem apresentar o resultado negativo de um teste de ácido nucleico à covid-19 realizado nas últimas 24 horas.

Segundo um comunicado divulgado hoje, quem atravesse a fronteira com a cidade vizinha de Zhuhai tem de indicar o destino e comprometer-se a submeter-se a mais dois testes no espaço de três dias.

O Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus de Macau já confirmou que os testes de ácido nucleico à covid-19, realizados de forma gratuita em Macau, serão válidos para atravessar a fronteira.

Após o anúncio, a página na internet do Gabinete de Comunicação Social do Governo esteve em baixo durante mais de meia hora.

A Polícia de Segurança Pública admitiu esperar “um pico” no número de pessoas a atravessar para Zhuhai a partir das 18:00 e apelou à população para estar atenta à informação disponibilizada sobre a afluências às fronteiras.

A principal fronteira entre Macau e Zhuhai, situada nas Portas do Cerco, está atualmente encerrada para obras e só deverá reabrir na sexta-feira.

Zhuhai impôs uma quarentena de sete dias, em hotéis designados, para quem chegava de Macau em 18 de junho, no início de um surto que infetou 1.821 pessoas, na maioria assintomáticas, e que causou seis mortes, todos idosos com doenças crónicas.

A medida levou ao surgimento nas redes sociais de vários grupos, cujos membros são sobretudo famílias com crianças, para a partilha de informações sobre como reservar um quarto nos hotéis de quarentena em Zhuhai.

“É uma corrida contra o tempo”, explicou Lisa Kuan à Lusa. “As marcações abrem todos os dias às 10 da manhã e em meros segundos os quartos ficam logo todos reservados em todos os hotéis”, disse.

A partir de 14 de julho, e durante duas semanas, a cidade vizinha deixou mesmo de aceitar pessoas vindas de Macau para quarentena.

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