Covid-19: Carmo Gomes prevê mais de sete milhões de infetados na primavera

Portugal pode ultrapassar os sete milhões de infetados na altura da primavera, segundo previsões do epidemiologista Manuel Carmo Gomes, hoje avançadas pelo ‘Jornal de Notícias’ (JN).

Segundo a mesma publicação, com a transmissão a aumentar todos os dias por culpa da variante Ómicron e mantendo-se este ritmo, é “inevitável” que existam mais de sete milhões de portugueses infetados nessa altura.

“Na primavera, (é previsível) que se ultrapasse os sete milhões de infetados” em Portugal, afirma ao ‘JN’. “É uma inevitabilidade. A única infeção com maior transmissão conhecida é provavelmente o sarampo. Vai-nos imunizar, quer queiramos quer não. É uma ilusão pensar que podemos travar isto”, acrescenta.

Manuel Carmo Gomes, que é também professor da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, explica que está em causa o “fator ampliação, estimado em 1.5/1.6 – estimativa conservadora -, ou seja, por cada infetado que conhecemos há 1.5 que não sabemos”, adianta.

Isto acontece, esclarece, porque “a percentagem de assintomáticos com ómicron é maior do que com a variante delta” e que, por isso, escapam à cadeia de vigilância. “O número de casos é inferior ao verdadeiro”, sublinha.

Contudo, o epidemiologista tem uma boa notícia: “felizmente, o vírus é menos patogénico, com maior apetência pelo epitélio do trato respiratório superior, tendendo menos a ir para órgãos internos, nomeadamente os pulmões”, indica, citado os dados de ocupação em Unidades de Cuidados Intensivos.

“Em agosto, na quarta vaga, com a variante delta e após vacinação, tínhamos cerca de 200 pessoas em UCI, hoje estamos na ordem dos 160” com um número de casos largamente superior, explica.

Já nos internamentos, – no domingo estavam 2348 em enfermarias -, “são pessoas com outras doenças que, após testagem de rotina, verificou-se estarem infetadas com SARS-CoV-2, sendo deslocadas para as zonas covid”, conclui.

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