Covid-19: Algarve ultrapassa Lisboa e torna-se a região com Rt mais elevado

A região do Algarve é atualmente aquela que apresenta um índice de transmissibilidade (o chamado Rt) mais elevado, ultrapassando Lisboa face à última avaliação.

A conclusão é do Instituto Nacional Dr. Ricardo Jorge (INSA), e consta do mais recente relatório do organismo, hoje divulgado. Segundo o documento, o Algarve tem agora um Rt de 1,34, enquanto que o de Lisboa é de 1,17.

Na avaliação da semana passada, recorde-se, a região algarvia tinha um Rt de 1,19 e Lisboa ligeiramente acima, de 1,20.

De acordo com o INSA, atualmente, “todas as regiões apresentam a média do índice de transmissibilidade (5 dias) superior a 1 com exceção da Região Autónoma dos Açores”.

Estima-se que o valor médio do Rt entre os dias 16 e 20 de junho se fixe em 1,14, podendo o seu verdadeiro valor estar entre 1,13 e 1,15 com uma confiança de 95%.

Foram ainda estimados os seguintes valores de R(t) regionais: 1,03 no Norte, 1,12 no Centro, 1,17 em Lisboa e Vale do Tejo, 1,08 no Alentejo, 1,34 no Algarve, 0,98 na região autónoma dos Açores e 1,17 na região autónoma da Madeira.

“Portugal apresenta a taxa de notificação acumulada de 14 dias entre 120 e 239,9 por 100.000 habitantes e R(t) superior 1, ou seja, taxa de notificação elevada e com tendência crescente”, sublinha o instituto.

O INSA ressalva ainda que “ao nível nacional, desde 14-06-2021 até dia 20-06-2021, que se observa uma redução do R(t) de 1,20 para 1,10,
fenómeno idêntico é também observado na região de Lisboa e Vale do Tejo, onde o R(t) passou de 1,26 para 1,11”.

“Este resultado sugere uma desaceleração do aumento do número de novos casos neste período de tempo, ou seja, o número de novos caso mantém-se a crescer, mas mais devagar”, esclarece.

Por outro lado, “na região Algarve observa-se um aumento acentuado do R(t), tendo passado de 1,07 a 27-05- 2021 para 1,40 a 14-06-2021 (0,33 em 19 dias). Desta data em diante o R(t) decresceu para 1,30 a 19-06-2021, mantendo-se, no entanto, ainda, em valores elevados”, conclui.

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