Como reduzir o trânsito nas cidades? Subsídio de 600 euros para “promover a utilização da bicicleta” pode ser uma solução

A Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FPCUB), apresentou um conjunto de propostas aos partidos, para que sejam incluídas na campanha eleitoral, com o objetivo principal de reduzir o trânsito nas cidades.

Em declarações ao ‘Diário de Notícias’ (DN), o presidente, José Manuel Caetano, destaca as grandes prioridades das propostas: “A acalmia do trânsito, primeiro que tudo, dentro das cidades, e a fiscalização, para permitir que peões e ciclistas usufruam do espaço público de igual forma”, refere.

“Porque a cidade é de todos: os que andam de automóvel, os que andam de transportes públicos e os que usam a bicicleta, porque todos fazem parte da sustentabilidade e da mobilidade da cidade”, afirma. “Uma preocupação que eu tenho é saber como é se comporta o mesmo indivíduo quando anda a pé, quando anda de bicicleta e quando é automobilista”, acrescenta.

 

Adicionalmente, o responsável sugere também a criação de uma espécie de subsídio/incentivo financeiro para quem utilizar a bicicleta como meio de transporte. O objetivo é “promover a utilização da bicicleta”, através de “um incentivo no valor de 0,24€/km pedalado para quem utilize a bicicleta no contexto casa-trabalho ou casa-escola”.

Esse subsídio, adianta José Manuel Caetano ao ‘DN’, teria um valor máximo de 600 euros por ano, por pessoa, continuando “a ter como meta, desta vez para 2023, que 5% das deslocações sejam realizadas em bicicleta”, resume.

Segundo o responsável isto já acontece em vários países da Europa. “São pessoas que têm mais saúde, faltam menos ao trabalho, por isso é natural que as empresas se empenhem nesse campo. O que nós achamos que deveria ser o próprio Estado a dar esse exemplo, por isso propomos aos partidos que reflitam sobre esta matéria”, indica.

Como terceira prioridade, o presidente da FPCUB destaca o dotar a via pública e o interior de edifícios públicos de estacionamento seguro para as bicicletas. “Já vai sendo tempo de nos preocuparmos com isso, dos arquitetos pensarem nisso quando projetam os prédios e o espaço público”, refere.

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