Como escapar da “máfia” que rouba os seus dados bancários: especialista dá dicas para aumentar segurança

A pandemia da Covid-19 significou um ‘boom’ de compras online e teletrabalho, sendo que a maior parte do que se compra online é feito através do smartphone – este aumento do consumo tem despertado a atenção dos ‘amigos do alheio’ que procuram obter os dados bancários dos utilizadores, o que lhes permite aceder às contas e eventualmente deixá-las a zeros.

Crescem dois tipos de práticas: o phishing, a mais comum, que consiste no envio de emails fraudulentos fingindo ser entidades bancárias; e smishing, um engano via SMS no qual os burlões também se fazem passar por entidades bancárias e pedem ao utilizador que ‘click’ num link, sem demora, para que não fechem ou bloqueiem as suas contas bancárias e assim dando os dados bancários.

“Por trás desses tipos de mensagens ou e-mails não há um grupo de pessoas chatas em casa”, explicou Antonio Fernandes, hacker e especialista em segurança cibernética, mas sim “máfias com tentáculos em outros negócios”. “São redes bem organizadas que brincam ao gato e ao rato para evitar as barreiras de segurança existentes”, apontou.

Perante este tipo de e-mail ou SMS fraudulento, Fernandes defende que é preciso aplicar o bom senso: “Se não está à espera de receber qualquer envio, aquele e-mail que recebeu não é para si.”

Outra ação recomendada é ficar atento aos links que esses e-mails ou mensagens de texto contêm: “Nunca têm nada a haver com a empresa real”, alertou o especialista. É fundamental observar a extensão do domínio do link anexado à mensagem. Embora tenha a ver com a empresa, a extensão – o equivalente a ‘.com’ ou ‘.pt’ – é o que tem de deixar o utilizador desconfiado.

Caso esteja a aguardar um pedido feito pela internet, Fernandes recomenda que quando aparecer um e-mail que o utilizador ache que tem a haver com a compra, não interaja e vá sempre ao site oficial onde o pedido foi feito. Obviamente, se o destinatário do SMS ou e-mail tiver a menor suspeita, não deve abrir e deve excluir diretamente.

Fernandes aponta a implementação do teletrabalho e o aumento das compras online devido às restrições como causas fundamentais para um aumento significativo deste tipo de tentativas de fraude.

Para se proteger, o especialista dá várias dicas – por um lado, estão as senhas que o utilizador mantém nos seus perfis de redes sociais e no seu e-mail. “Não é de todo recomendado repetir senhas, que podem facilitar o caminho dos criminosos. Porque caso eles consigam uma das senhas, podem assumir o controlo do aparelho do utilizador”, comentou.

Ter o software do dispositivo móvel sempre atualizado é outra medida de proteção altamente relevante – na verdade, muitas das atualizações feitas nos sistemas operacionais visam melhorias de segurança em vez de melhorar a usabilidade. É, portanto, um passo que não deve ser negligenciado.

Da mesma forma, existem aplicações que classificam determinados e-mails ou SMS como spam ou mensagens indesejadas – o utilizador pode-se proteger ainda mais instalando um software antivírus para dispositivos móveis.

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