‘Chuva de demissões’ no Governo de Boris Johnson: Já são mais de 30 nas últimas 24 horas

O Governo de Boris Johnson continua em queda livre, na sequência do caso de abuso sexual que envolve o líder parlamentar, Chris Pincher, num caso que ficou popularmente conhecido como ‘Pinchergate’.

Segundo a imprensa britânica, só nas últimas 24 horas já há cerca de 31 demissões, de entre as quais se destacam 15 ministros: saúde, finanças, crianças e família, escolas, tesouro, justiça, ambiente, habitação, igualdade, educação, cultura, fundos e garantias, negócios, trabalho e segurança.

A última a renunciar foi Rachel Maclean Minister, ministra da segurança, seguida por Mims Davies do trabalho, Lee Rowley dos Negócios, Neil O’Brien dos fundos e garantias, Julia Lopez da cultura, Alex Burghart da educação e Kemi Badenoch da igualdade.

Horas antes, ainda de manhã, Stewart Andrew, ministro da Habitação fez o mesmo. “Chega um momento em que é preciso olhar para a nossa própria integridade pessoal, e esse momento é agora”, sublinhou.

Antes já Jo Churchill tinha deixado o cargo de ministra do Meio Ambiente, dizendo na sua carta de demissão que a “abordagem egoísta” do primeiro-ministro tinha as suas “limitações” e que “o país e o partido mereciam melhor”.

Também Victoria Atkins, ministra da Justiça renunciou hoje. “Valores como integridade, decência, respeito e profissionalismo devem ser importantes para todos nós. Tenho observado com crescente preocupação a forma como esses valores foram afetados”, disse na carta de demissão.

Da mesma forma, John Glen, ministro do Tesouro, demitiu-se hoje. Numa publicação nas redes sociais, o responsável disse que o tratamento do escândalo de Chris Pincher e o “mau julgamento” mostrado por Boris Johnson “tornaram impossível conciliar o serviço contínuo com a minha consciência”.

Robin Walker, ministro das escolas também apresentou a demissão. “Infelizmente, os eventos recentes deixaram claro que o nosso grande partido, pelo qual fiz campanha durante toda a minha vida adulta, se distraiu das suas missões centrais”, lê-se na carta enviada a Boris.

O primeiro do dia de hoje a apresentar a demissão foi o ministro para a Família e Crianças Will Quince, que confirmou que iria deixar o seu cargo, dois dias após ter defendido publicamente Johnson na televisão, ao dizer que este não tinha conhecimento das acusações de assédio sexual.

“Com grande tristeza e pesar, esta manhã apresentei a minha renúncia ao primeiro-ministro, depois de aceitar e repetir garantias na segunda-feira à imprensa que agora foram consideradas imprecisas”, sublinhou, desejando “boa sorte ao meu sucessor”.

São assim 15 demissões de ministros em menos de 24 horas, numa vaga de saídas que foi desencadeada na terça-feira quando o ministro da Saúde, Sajid Javid, deixou o gabinete desgostoso com o tratamento que o governo britânico estava a dar ao caso.

Minutos depois, o chanceler Rishi Sunak apresentou também ele a sua demissão, em dois movimentos que ameaçavam derrubar o governo de Boris Johnson por completo.

Veja a lista completa das demissões:

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