China: Casais podem receber até 13 mil euros em subsídios para terem mais filhos

Com a China a enfrentar uma iminente crise demográfica, o governo acabou, no mês passado, com as multas para os casais que decidam ter mais filhos, podendo agora ter quantos quiserem.

Mas com muitos casais ainda hesitantes em aumentar as suas famílias, alguns municípios estão a oferecer incentivos em dinheiro para encorajar mais nascimentos.

O município de Huangzhugen, na cidade de Lianjiang, no sul da província de Guangdong, vai pagar aos residentes permanentes até 510 dólares (435 euros) mensais, por cada bebé nascido depois de 1 de setembro, segundo o ‘Global Times’.

As famílias vão receber os subsídios mensais até que os seus filhos completem dois anos e meio, o que pode totalizar mais de 15 mil dólares (13 mil euros) por bebé.

Os subsídios, no valor de vários milhões de yuans no total, foram doados por um homem rico residente no município, de acordo com o jornal local ‘Zhanjiang Daily’.

Parte do impulso do governo incluiu incentivos financeiros em muitas zonas do país. O condado de Linze, no noroeste da província de Gansu, está a oferecer um subsídio imobiliário de 6.200 dólares (5290 euros,  para casais que tenham dois ou três filhos, adianta o ‘Global Times’.

O governo local também pretende oferecer subsídios em dinheiro de até 1.500 dólares (1280 euros) por bebé, por ano, para famílias com dois ou três filhos.

Panzhihua, uma outra cidade na província de Sichuan, também está a dar dinheiro para famílias com dois ou três filhos: 80 dólares (68 euros) por mês, por bebé.

Medidas semelhantes foram implementadas em outros países asiáticos que enfrentam crises demográficas semelhantes: a cidade japonesa de Nagi tornou-se uma história de sucesso para a fertilidade, depois de pagar aos casais para terem mais filhos. Os pagamentos únicos aumentam do primeiro filho para o segundo e assim por diante.

Já em Singapura , que tem uma das taxas de natalidade mais baixas do mundo, o governo ofereceu um pagamento único a pais que quisessem ter filhos no ano passado, durante a pandemia do coronavírus .

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