China assegura que não quer construir base militar nas Ilhas Salomão

O chefe da diplomacia chinesa, Wang Yi, garantiu hoje que o seu país “não tem a intenção” de construir uma base militar nas Ilhas Salomão, referindo-se a um pacto de segurança que vai ser assinado entre os dois países.

O ministro dos Negócios Estrangeiros chinês rejeitou as preocupações de vários países, em particular da Austrália e dos Estados Unidos, que temem que este acordo permita a Pequim instalar uma presença militar no arquipélago.

O pacto é “irrepreensível, honesto e com integridade”, assegurou Wang.

Wang Yi chegou hoje às Ilhas Salomão, no início de um périplo por oito países do Pacífico Sul, que inclui Timor-Leste, uma iniciativa que originou especulações sobre as ambições de Pequim.

O governante vai tentar obter o apoio de 10 pequenas nações do Pacífico para um acordo abrangente, que cobre temas desde política de segurança a direitos de pesca, no que pode constituir uma mudança no jogo de influências na região.

Um esboço desse acordo, a que a agência Associated Press teve acesso, revela que a China quer expandir a cooperação na área da justiça e no âmbito da segurança “tradicional e não tradicional”.

A China também quer desenvolver um plano conjunto para a pesca – que incluirá a lucrativa captura de atum do Pacífico –, aumentar a cooperação na administração do ciberespaço da região e criar delegações do Instituto Confúcio, organismo estatal que promove o ensino da língua chinesa.

Pequim também refere a possibilidade de estabelecer uma área de livre comércio com as nações do Pacífico.

“Este acordo não é imposto a ninguém. Não se destina a terceiros. Não há nenhuma intenção de estabelecer uma base militar”, disse Wang, durante uma conferência de imprensa, após reunir com o seu homólogo das Ilhas Salomão, Jeremiah Manele.

Num passado recente, a Austrália já tinha avisado que a construção de uma base militar naquela região era uma “linha vermelha”, sem especificar as consequências da sua violação.

Hoje, o chefe da diplomacia chinesa pediu que nenhum país tente “interferir” ou “interromper” a “cooperação” da China com os países insulares do Pacífico.

“Eles não são o quintal de ninguém. Todos os países das ilhas do Pacífico têm o direito de fazer as suas próprias escolhas”, disse Wang.

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