CEO da Rolls-Royce diz que mortes por Covid-19 impulsionaram recorde de vendas da marca

O CEO da Rolls-Royce, Torsten Müller-Otvös, revelou que o número crescente de mortes relacionadas com a pandemia da Covid-19 ajudou a marca britânica, que faz parte do grupo BMW, a registar o melhor ano de vendas da sua história. É uma teoria controversa que pode justificar os 5.586 novos carros da marca de luxo vendidos em 2021, um aumento de 49% em relação a 2020.

“Muitos testemunharam as pessoas da sua comunidade a morrer da Covid-19 e isso fê-las pensar que a vida pode ser curta e que é melhor viver agora em vez de adiar para uma data posterior. Isso ajudou a Rolls-Royce”, apontou o CEO.

Para colaborar com a teoria de Müller-Ötvös, a idade média dos clientes da Rolls-Royce vem a decair nos últimos anos. Segundo o CEO, está atualmente nos 43 anos, quando antes estava situada nos 56 anos. Não só o “medo da morte”, como também as restrições impostas pela pandemia, colaboraram para o crescimento da Rolls-Royce. Para o CEO, sem poder viajar ou gastar em outros serviços de luxo, as pessoas tiveram de encontrar fórmulas para gastar o seu dinheiro. E os carros faziam parte das possibilidades.

Sem surpresa, não foram apenas as marcas automóveis premium que beneficiaram da pandemia. As vendas de casas de luxo aumentaram, assim como as vendas de bens pessoais de luxo, vinhos finos e móveis sofisticados. “A crise [da Covid-19] marcou um ponto de viragem para o luxo como o conhecíamos”, apontou um relatório da ‘Bain and Company’ e da associação comercial italiana Fondazione Altagamma, segundo a revista ‘Insider’



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