Bolide: O hiperdesportivo da Bugatti com 1850 CV

O novo Bolide tem uma altura total de apenas 995 milímetros, 2,75 metros de distância entre-eixos e cerca de 2 metros de largura, pesando apenas 1.240 kg o que, contas feitas, permite uma relação peso-potência de 0,67 kg/CV.

Graças ao bloco W16 de 8.0 litros capaz de produzir 1850 CV e 1850 Nm de binário máximo, o Bolide consegue uma aceleração dos 0 aos 100 km/h em 2,17 segundos, dos 0 aos 200 km/h em 4,36 segundos, dos 0 aos 300 km/h em 7,37 segundos, dos 0 aos 400 km/h em 12,08 segundos e dos 0 aos 500 km/h em 20,16 segundos.

Sim, a marca francesa anuncia que o Bolide é capaz de atingir uma velocidade máxima superior a 500 km/h! O currículo ostenta ainda tempos recordes em circuitos famosos, como 3:07,1 minutos em Le Mans e apenas 5:23,1 minutos em Nordschleife (mas são apenas simulações, neste caso).

O interior é típico de carros de corrida e oferece espaço para dois ocupantes, com acesso por portas que se abrem na diagonal.

Para atingir o peso de apenas 1.240 kg, os engenheiros adotaram materiais e processos de produção inovadores – com destaque para os parafusos e elementos de conexão – todos inteiramente feitos de titânio. A própria liga de titânio, herdada da indústria aeroespacial, também está presente em diversos outros elementos.

Como na Fórmula 1, o Bolide vem equipado com travões de corrida com discos e pastilhas em cerâmica, além de pinças que pesam apenas 2,4 kg cada. As rodas de magnésio forjado pesam 7,4 kg cada na frente e 8,4 kg cada na traseira.

No quesito segurança, a Bugatti destaca que foram seguidos todos os regulamentos da FIA em termos de construção e equipamentos. Isso inclui sistema automático anti-incêndio, dispositivo de reboque, reabastecimento pressurizado, travagem central das rodas, vidros laterais de policarbonato e cinto de segurança de seis pontos.

Assim como noutros modelos da Bugatti, a equipa de design optou por um esquema específico de pintura: apenas 40% das superfícies da carroçaria são pintadas, os restantes 60% são em fibra de carbono.

Este estudo experimental da Bugatti ainda não tem luz verde para avançar para produção.



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