Bill Gates já prepara a próxima pandemia: É assim que as vacinas devem ser distribuídas no futuro

O início da campanha para a terceira dose da vacina contra a Covid-19 colocou em discussão se esta é útil e justa, tendo em consideração que grande parte da população mais pobre ainda não está vacinada.

Essa é uma das preocupações do cofundador da Microsoft, Bill Gates, que desenvolveu duas estratégias de preparação para a próxima pandemia, para que seja feita uma distribuição mais equitativa das doses, segundo o ‘elEconomista’.

1. Prioridade é vacinar as populações vulneráveis ​​em todo o mundo

O bilionário explica que a estratégia de vacinação, em caso de uma futura pandemia como a Covid-19, deve passar por salvar vidas e interromper a transmissão do vírus.

Assim, defende, o que deve ser feito é vacinar as pessoas mais vulneráveis, ou seja, os idosos e profissionais de saúde. No entanto, a campanha de vacinação atual falha porque em muitos países, as pessoas com pouco risco de morrer de Covid-19 já foram imunizadas, ao contrário das que mais precisam.

Assim, “mais grave do que vacinar os ricos antes dos pobres, é vacinar os jovens nos países ricos antes dos idosos nos países de baixos e médios rendimentos com epidemias perigosas, como a África do Sul e grande parte da América do Sul”, sublinha.

2. É importante produzir mais doses

O cofundador da Microsoft mostra-se otimista sobre a velocidade com que as vacinas foram projetadas e esperançoso com a tecnologia de RNA mensageiro, adianta o jornal espanhol.

Para além disso, Gates acredita firmemente que as restrições à propriedade intelectual e o debate sobre patentes não tem sido o problema da falta de vacinas. Na sua visão, as vacinas podem ser obtidas mais rapidamente seguindo estes pressupostos:

  • A expansão da capacidade global de produção de vacinas deve ser levada a sério. Em particular, os governos e a indústria devem garantir que há capacidade suficiente para produzir rapidamente grandes volumes de vacinas de mRNA.
  • É essencial desenvolver vacinas protótipo contra doenças com maior probabilidade de causar surtos no futuro e desenvolver vacinas universais para influenza e coronavírus.
  • A longo prazo, segundo Gates, um maior número de países deve aprender a melhorar a capacidade de desenvolver, produzir e aprovar vacinas por conta própria.
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