“Bebés, pais e avós estão a congelar no escuro”. Von der Leyen acusa Putin de “terrorismo e crimes de guerra” após novos ataques na Ucrânia

A presidente da Comissão Europeia (CE) Ursula von der Leyen acusou, esta quinta-feira, o presidente russo Vladimir Putin de “terrorismo e crimes de guerra” pelos recentes ataques às infraestruturas da Ucrânia com o objetivo de punir a população civil.

“O povo ucraniano, devido ao bárbaro ataque terrorista de Putin às infraestruturas civis do país, deve enfrentar este próximo Inverno sem eletricidade e, em muitos lugares, sem água corrente”, comentou Von der Leyen numa conferência de imprensa na Finlândia, acrescentando: “Por causa dele, bebés, pais e avós estão a congelar no escuro. Condeno veementemente estes ataques bárbaros, são crimes de guerra”.

A presidente da CE expressou a sua solidariedade com o povo ucraniano e afirmou que a União Europeia (UE) “está ao seu lado nestes tempos difíceis e estará ao seu lado o tempo que for necessário”, informa a Swissinfo.

Von der Leyen também revelou estar certa de que os ucranianos serão capazes de ultrapassar esta “tragédia” porque “são fortes e a sua causa é justa” e, segundo ela, a UE está a trabalhar “a toda a velocidade” num nono pacote de sanções contra a Rússia, que incluirá um limite ao preço do petróleo russo para tentar atingir Putin “onde dói” e enfraquecer ainda mais a sua capacidade militar.

“Estou confiante de que muito em breve passaremos um preço máximo global para o petróleo russo juntamente com o G7 e outros parceiros importantes”, divulgou ao enviar uma mensagem de esperança a Kiev, onde frisou que a UE não descansará “enquanto a Ucrânia não triunfar sobre Putin e a sua guerra ilegal e bárbara”.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas, mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus, de acordo com os mais recentes dados da Organização das Nações Unidas (ONU), que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa, justificada pelo presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia, foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU confirmou, desde o início da guerra, a morte de 6.595 civis  e 10.189 de feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

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