BA.5: Estudo do INSA e da DGS mostra redução da proteção da 2.ª dose de reforço. Mas vacina continua a prevenir em 88% o risco de morte

O Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) e a Direcção-Geral da Saúde (DGS) levaram a cabo um estudo que mostra que a proteção da segunda dose de reforço da vacina reduz contra a sublinhagem BA.5, mas continua a prevenir o risco de morte.

Em comunicado, as duas entidades informam que a pesquisa, feita “em colaboração com a Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), o Algarve Biomedical Center e a Unilabs” comparou “o risco de infeção e de hospitalização pelas linhagens BA.2 e BA.5 da variante Ómicron do vírus SARS-CoV-2”.

“As conclusões apontam no sentido que a vacinação de reforço continua a prevenir substancialmente consequências mais graves da doença para ambas as linhagens”, lê-se na mesma nota.

A pesquisa, “que contempla casos de pessoas infetadas entre o período de 25 de abril de 2022 e 10 de junho de 2022, estimou que o risco de infeção pela linhagem BA.5 em pessoas vacinadas é semelhante ao risco de infeção pela linhagem BA.2, uma tendência verificada tanto em indivíduos com o esquema vacinal completo, como em indivíduos com a dose de reforço”.

Ainda assim, adiantam, “nos casos de doença mais grave, o estudo demonstrou uma redução da proteção dada pela dose de reforço da vacina para a linhagem BA.5, comparativamente à imunização conferida para a BA.2”.

“Contudo, e apesar desta menor efetividade, os investigadores concluíram também que a vacinação de reforço continua, ainda assim, a reduzir de forma substancial o risco de hospitalização e de morte, na sequência de infeção pela linhagem BA.5, em 77% e 88%, respetivamente”, apontam.

O comunicado refere ainda que “o trabalho dos especialistas do INSA e da DGS contribui, assim, para robustecer a evidência científica sobre a efetividade das vacinas para a linhagem BA.5 da variante Ómicron, atualmente dominante em Portugal e noutros países da Europa, bem como para evidenciar a importância da vacinação de reforço para uma maior proteção contra a COVID-19”.

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