Aumento no preço dos combustíveis pode “não ser passageiro”, alertam economistas

Apesar de a Comissão Europeia e o próprio Presidente da República terem dito que esperam que a crise dos combustíveis dure apenas alguns meses, terminando na primavera, alguns economistas acham que a situação pode não ser passageira e até durar “vários anos”.

“Se o petróleo era vendido, nos últimos 10 anos, a 40, 60 dólares por barril, é muito mais expectável que nos próximos anos os valores estejam mais próximos dos 80, 90” (dólares por barril), refere o economista Ricardo Paes Mamede, em declarações à ‘RTP’.

Perante este cenário, o responsável considera que “isso significa que se calhar esta situação não é assim tão passageira quanto isso”, afirma, citado pela estação.

Ricardo Arroja, também ele economista, é da mesma opinião. “Eu acho que a transição energética vai demorar muito tempo. Os relatórios que têm estudado esta matéria falam num custo por ano de 1 a 2% do PIB, durante vários anos”, estima.

António Costa anunciou, na quarta-feira no Parlamento, que o Governo voltará a reduzir o valor do adicional ao ISP (Imposto sobre os Produtos Petrolíferos) depois da descida de dois cêntimos decretada na semana passada e que entrou em vigor no último sábado.

“Estamos a estudar medidas transitórias para responder à situação crítica que não terminará antes de março. Devemos ter medidas transitórias para um problema que é transitório”, insistiu o primeiro-ministro, respondendo aos partidos.

De recordar que os preços dos combustíveis voltaram a subir esta semana. O gasóleo registou a oitava semana consecutiva de aumentos, segundo os dados da Direção Geral de Energia e Geologia (DGEG), tendo valorizado neste período, 10 cêntimos por litro. Já a gasolina subiu pela terceira semana seguida.

Os preços dos combustíveis em Portugal têm registado uma trajetória ascendente desde o início do ano. Os dados da DGEG mostram que desde janeiro, a gasolina subiu 30 cêntimos por litro enquanto o gasóleo valorizou 26 cêntimos.

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